Vai a Miami, a Orlando ou à Disney? Antes da passagem, vem o documento: o brasileiro precisa de visto americano para as duas cidades, porque elas ficam na Flórida, nos Estados Unidos, e a regra de entrada é federal, igual em todo o país.
Este guia mostra o que levar, qual visto tirar, a exceção de quem tem outro passaporte, o que muda na conexão em Miami e a declaração do CDC exigida antes do embarque. As regras foram conferidas em 3 de novembro de 2026 nas páginas oficiais da Embaixada dos EUA no Brasil, do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), da agência de fronteiras americana (CBP) e do CDC, a agência de saúde pública dos EUA.
Por que Miami, Orlando e a Disney exigem visto
Miami e Orlando não têm regra própria de entrada. Quem decide quem entra nos Estados Unidos é o governo federal, e a Embaixada dos EUA no Brasil diz que "todos os brasileiros necessitam de um visto para visitar os Estados Unidos", inclusive quem só faz conexão.
O motivo é que o Brasil não participa do Programa de Isenção de Vistos (Visa Waiver Program), que dispensa o visto para cidadãos de alguns países. A lista oficial do DHS, atualizada em 28 de outubro de 2026, tem países como Portugal, Itália, Espanha e Chile, mas não o Brasil.
A mesma regra vale para toda a Flórida, como Fort Lauderdale, Tampa, Key West e Cabo Canaveral, e para qualquer outra cidade americana.
A Disney fica na região de Orlando
O Walt Disney World fica na região de Orlando: o próprio site oficial apresenta o resort como "perto de Orlando, na Flórida". Ir aos parques da Disney, da Universal ou a qualquer atração da cidade é turismo e pede o mesmo visto B1/B2.
A Disneyland, em Anaheim, na Califórnia, também fica nos Estados Unidos e segue a mesma regra. Já os parques da Disney em outros países, como os de Paris e de Tóquio, seguem as regras de entrada de cada país.
O que o brasileiro precisa para entrar em Miami e Orlando
Para embarcar rumo à Flórida com passaporte brasileiro, são três itens:
| Item | Quem precisa | O que conferir |
|---|---|---|
| Passaporte brasileiro válido | Todos, inclusive bebês | Validade durante toda a estadia |
| Visto americano B1/B2 | Todos que viajam com passaporte brasileiro, inclusive bebês | Validade na data de chegada aos EUA |
| Declaração do CDC | Todo passageiro de voo para os EUA com partida a partir de 4 de novembro de 2026, às 01h59 de Brasília | Recolhida pela companhia aérea antes do embarque, prevista até 18 de dezembro de 2026, salvo mudança |
Se a criança ou o adolescente viaja com só um dos pais, com outros adultos ou sozinho, vale também a regra brasileira de autorização de viagem para o exterior, conferida no embarque.
Passaporte válido durante a estadia
O Brasil está isento da regra dos 6 meses de validade. Pela Embaixada dos EUA, o brasileiro precisa apenas de passaporte válido para o período de permanência pretendido.
Mesmo assim, a Viaggi Vistos recomenda renovar o passaporte quando faltarem menos de 6 meses para o vencimento, como cautela profissional, não como exigência oficial. São dois motivos: a permanência autorizada no I-94, o registro de entrada, não passa da data de vencimento do passaporte, e o consulado pode pedir um passaporte novo para emitir o visto.
A ordem certa de resolver os dois documentos está no guia de passaporte e visto para os Estados Unidos.
Visto válido no dia da chegada
A data de vencimento do visto é o último dia em que você pode chegar a um porto de entrada dos EUA, segundo a Embaixada. Se o visto vencer durante a viagem, você não precisa antecipar a volta: o tempo de permanência é definido na chegada pelo oficial do CBP.
Visto num passaporte vencido continua valendo até a própria data de vencimento, se não estiver danificado. Renovar o passaporte não cancela o visto: viaje com os dois passaportes (o antigo, onde está o visto, e o novo).
O visto permite pedir a entrada, mas não a garante. Todo viajante que chega aos EUA está sujeito à inspeção do CBP, e cabe a ele demonstrar ao oficial que tem direito de entrar. Em geral, o oficial pede só o passaporte com o visto, mas é recomendável ter à mão a passagem de volta, a reserva da hospedagem e comprovantes financeiros.
Declaração do CDC antes do embarque
Nos voos para os EUA com partida a partir de 4 de novembro de 2026, às 01h59 de Brasília (23h59 de 3 de novembro no horário de Miami e Orlando), há uma etapa nova antes do embarque: a declaração do CDC para viajar aos EUA. Cada passageiro declara que não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores ao embarque.
- Vale para todo passageiro, inclusive brasileiros que nunca foram à África e quem só faz conexão nos EUA.
- A companhia aérea recolhe a declaração, em papel ou em formato digital.
- Um representante autorizado, como o pai, a mãe ou um adulto do grupo de viagem, pode preencher e assinar pelos demais, inclusive pelas crianças.
- Não é atestado médico e não substitui passaporte, visto ou ESTA.
A ordem do CDC prevê a exigência até 18 de dezembro de 2026, salvo mudança.
Qual visto tirar: o B1/B2 de turismo
Para Miami e Orlando, o visto é o B1/B2, a categoria que a Embaixada dos EUA indica para turismo, férias, tratamento médico e negócios. O que ele cobre e o que não cobre:
- ✅ Passear, ir à praia e aos parques temáticos.
- ✅ Fazer compras para uso pessoal, como nos outlets de Orlando.
- ✅ Visitar parentes e amigos.
- ✅ Atividades de negócios, como reuniões, negociação de contratos e participação em feiras e congressos.
- ❌ Trabalhar: o visto de turismo não autoriza trabalho executado em território americano, nem remoto para empresa no Brasil.
- ❌ Estudar em curso que dê crédito acadêmico ou diploma.
Um único visto vale para todo o território americano, e ele não limita o roteiro dentro dos EUA: o destino informado no DS-160 é uma pretensão de viagem. Com o mesmo visto, dá para combinar praia e parques, como nos roteiros dos guias o que fazer em Miami e o que fazer em Orlando. Na imigração, responda com coerência sobre o roteiro.
Só num caso muito raro o roteiro fica limitado: quando o consulado emite o visto com destino ou acompanhantes anotados. Nesse caso, a recomendação da Viaggi Vistos é não viajar fora das condições do visto.
A exceção: dupla cidadania de país do Visa Waiver Program
Quem viaja só com o passaporte brasileiro precisa do visto. A dispensa vem de outro passaporte: pela Embaixada dos EUA, turistas com dupla cidadania podem ser elegíveis a entrar sem visto pelo Visa Waiver Program, usando o passaporte da outra nacionalidade.
É o caso de quem tem, por exemplo, cidadania portuguesa, italiana ou espanhola. Nem todo país europeu participa do programa, então confira o país na lista oficial do DHS.
As condições, pelas páginas oficiais do DHS e do CBP:
- A viagem é de turismo ou negócios, com estadia de até 90 dias.
- O ESTA, a autorização eletrônica do programa, precisa estar aprovado antes do embarque. O CBP recomenda pedir assim que começar a planejar a viagem ou antes de comprar a passagem.
- O passaporte estrangeiro precisa ser eletrônico, com chip, exigência em vigor desde 1º de abril de 2016.
- O viajante não pode ter impedimento do programa: o pedido do ESTA traz perguntas de elegibilidade, por exemplo sobre permanência nos EUA além do prazo autorizado e sobre viagens a países como Cuba, Irã e Síria.
- O ESTA não garante a entrada: quem decide a admissão é o oficial do CBP, na chegada.
Embarque e passe pela imigração americana com o mesmo passaporte usado no pedido do ESTA. Para ficar mais de 90 dias, ou se o ESTA for negado, o caminho é o visto B1/B2.
O valor do ESTA, quem fica de fora do programa e os cuidados de quem tem dupla cidadania estão no guia passaporte europeu precisa de visto para os EUA.
Conexão em Miami também exige visto
Com passaporte brasileiro, até a conexão nos Estados Unidos exige visto. A Embaixada dos EUA deixa claro que o visto é exigido mesmo de quem só passa algumas horas num aeroporto americano. Os EUA não têm área de trânsito sem inspeção: todo passageiro que pousa no país passa pelo CBP.
Do Brasil a Orlando com escala em Miami
Pelo CBP, a inspeção é feita no primeiro aeroporto americano do trajeto, e quem segue para outra cidade dos EUA não passa por nova inspeção no destino final. Na prática, quem voa do Brasil para Orlando com escala em Miami:
- Passa pela imigração em Miami, com o passaporte e o visto.
- Em regra, retira a bagagem despachada e passa pela alfândega.
- Despacha as malas de novo para o voo seguinte, como orienta o CBP.
- Desembarca em Orlando como num voo doméstico.
Por causa desse circuito, a recomendação da Viaggi Vistos é uma folga em torno de 3 horas entre o voo internacional e o seguinte. Não é regra oficial, é experiência prática.
Miami só como conexão para outro país
Quem usa Miami apenas como conexão a caminho de outro país também precisa de visto americano. Serve o B1/B2, que cobre o trânsito, ou o C-1, o visto de trânsito, que só permite a passagem imediata e contínua pelos EUA e não permite turismo. Quem já tem o B1/B2 não precisa tirar o C-1.
As diferenças entre os dois estão no guia conexão nos EUA: quando usar o C-1 ou o B1/B2. A declaração do CDC também vale para quem só faz conexão nos EUA.
Como tirar o visto para ir a Miami e Orlando
O caminho é o mesmo de qualquer viagem de turismo aos Estados Unidos:
- Passaporte válido em mãos. O visto é colado numa página do passaporte, então ele vem primeiro.
- DS-160. É o formulário online do visto: um por pessoa, inclusive para bebês e crianças.
- Taxa e agendamento. Pague a taxa consular do visto americano, de US$ 185 por pessoa, inclusive bebês e crianças, e agende o atendimento no sistema oficial. Dá para escolher qualquer posto do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife ou Porto Alegre), independentemente de onde você mora, e a Viaggi Vistos recomenda o mais próximo da sua residência.
- Biometria e entrevista. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, as digitais e a foto são coletadas no CASV, antes da entrevista; em Recife e em Porto Alegre, a biometria é coletada no próprio consulado, no dia da entrevista. Bebês e crianças também comparecem, e menores de 14 anos ficam dispensados só das digitais. Nos CASVs de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília, os pais ou responsáveis legais de criança com menos de 7 anos precisam levar uma foto impressa 5 x 5; a partir de 7 anos, a foto é feita no próprio CASV.
- Passaporte de volta. Ao receber o passaporte com o visto, confira os dados impressos, como nome completo, data de nascimento e sexo.
O tempo total depende sobretudo da fila da entrevista, que varia entre os consulados e muda com frequência: a espera de cada posto e o prazo das outras etapas estão no guia quanto tempo demora para tirar o visto americano. Por isso, comece pelo visto assim que decidir a viagem. A Embaixada dos EUA recomenda não comprar passagem não reembolsável antes de receber o passaporte com o visto.
O detalhe de cada etapa está no guia como tirar o visto americano passo a passo.
Como a Viaggi Vistos pode ajudar
A Viaggi Vistos assessora o pedido do visto americano de turismo do começo ao fim: análise do perfil, preenchimento do DS-160, agendamento e preparação para a entrevista. Nenhuma assessoria pode garantir a aprovação do seu visto americano. O que uma assessoria experiente e confiável pode fazer é aumentar suas chances de aprovação, evitando erros no preenchimento do DS-160 e preparando você para se sair bem na entrevista consular.
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Fontes
Todas lidas em 3 de novembro de 2026.
- Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil: vistos de não imigrante, visão geral, página modificada em 3 de outubro de 2025, e perguntas frequentes sobre vistos de não imigrante, modificada em 17 de setembro de 2025.
- DHS: U.S. Visa Waiver Program, com a lista de países, atualizada em 28 de outubro de 2026, e Visa Waiver Program Requirements, atualizada em 19 de maio de 2026.
- CBP: Admission into United States, modificada em 17 de abril de 2026; Visa Waiver Program, modificada em 12 de novembro de 2024; e os artigos de ajuda sobre a inspeção no primeiro porto de entrada e sobre a bagagem na conexão.
- CDC: página da ordem sobre a declaração antes do embarque, atualizada em 3 de novembro de 2026, e a ordem alterada no Federal Register, publicada em 30 de outubro de 2026 (91 FR 68518).
- Walt Disney World: site oficial em português.
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Perguntas frequentes
Precisa de visto para ir à Disney?
Sim: o Walt Disney World fica na região de Orlando, na Flórida, e o brasileiro precisa do visto americano de turismo B1/B2 e do passaporte válido, como em qualquer viagem aos Estados Unidos. A Disneyland, na Califórnia, também fica nos EUA e segue a mesma regra. Cada pessoa precisa do próprio visto, inclusive as crianças.
Qual visto o brasileiro precisa para ir a Miami e Orlando?
O visto de visitante B1/B2, a categoria que a Embaixada dos EUA indica para turismo, férias, tratamento médico e negócios. Um único visto vale para todo o território americano, então dá para ir a Miami e a Orlando na mesma viagem. Ele não autoriza trabalho executado nos Estados Unidos, nem remoto para empresa no Brasil.
Tenho dupla cidadania europeia. Preciso de visto para ir a Orlando?
Não, se o seu outro passaporte for de país do Visa Waiver Program, como Portugal, Itália ou Espanha, e a viagem for de turismo ou negócios de até 90 dias. Nesse caso, você viaja com esse passaporte, que precisa ser eletrônico, e com o ESTA aprovado antes do embarque. Para ficar mais de 90 dias, ou se o ESTA for negado, o caminho é o visto B1/B2; o passaporte brasileiro, sozinho, não dá direito ao ESTA.
Conexão em Miami precisa de visto?
Sim: com passaporte brasileiro, até a conexão em Miami exige visto americano, mesmo quando o destino final é outro país, porque os Estados Unidos não têm área de trânsito sem imigração. Para quem segue viagem para outro país, serve o B1/B2 ou o C-1, de trânsito; quem vai a Orlando ou a outra cidade americana precisa do B1/B2, porque o C-1 só cobre a passagem a caminho de outro país e não permite turismo. Em voos que saem do Brasil, a imigração e a alfândega são feitas no primeiro aeroporto americano: quem vai a Orlando com escala em Miami passa por elas em Miami.
Preciso da declaração do CDC para viajar a Miami ou Orlando?
Sim, nos voos para os EUA com partida a partir de 4 de novembro de 2026, às 01h59 de Brasília. Cada passageiro, inclusive quem nunca foi à África e quem só faz conexão nos EUA, declara antes do embarque que não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores, e a companhia aérea recolhe a declaração; pelas crianças, assina um representante autorizado, como o pai ou a mãe. Ela não substitui passaporte, visto ou ESTA, e a ordem do CDC a prevê até 18 de dezembro de 2026, salvo mudança.
Criança precisa de visto para ir à Disney?
Sim. Cada pessoa precisa do próprio visto americano, inclusive bebês e crianças, e não existe visto de família. Também não existe mais isenção de entrevista por idade desde outubro de 2025: bebês e crianças comparecem ao CASV, nos postos que têm CASV, e à entrevista consular, acompanhados de pelo menos um dos pais ou do responsável legal.
Meu visto está num passaporte vencido. Posso viajar para Miami com ele?
Pode, se o visto ainda estiver dentro da validade e não estiver danificado. Renovar o passaporte não cancela o visto: viaje com o passaporte vencido, onde está o visto, e com o passaporte novo, como orienta a Embaixada dos EUA.
Quanto custa o visto para ir a Miami e Orlando?
A taxa consular do visto americano de turismo B1/B2 é de US$ 185 por pessoa, inclusive para bebês e crianças. Ela é paga em reais, pelo câmbio consular, no sistema oficial de agendamento, antes de marcar a entrevista, e não é reembolsável. O mesmo visto serve para Miami, Orlando e qualquer outra cidade dos Estados Unidos.








