Não existe um dress code oficial para a entrevista do visto americano. Nem o Departamento de Estado dos EUA nem a Embaixada e os Consulados americanos no Brasil publicam qualquer regra de vestimenta, e ninguém é reprovado por causa da roupa. Ir bem vestido, de forma elegante e discreta, é boa prática de apresentação, não uma exigência consular. O que realmente decide o resultado é a Seção 214(b) da lei de imigração dos EUA: o oficial precisa se convencer de que a sua viagem é temporária e de que você tem vínculos que o trazem de volta ao Brasil. Resumindo: vista-se limpo e sóbrio, como para uma reunião de trabalho, e concentre a energia em comprovar o propósito da viagem e os seus vínculos com o país.

Existe um dress code oficial? Não

Nem o Departamento de Estado dos EUA nem a Embaixada e os Consulados-Gerais americanos no Brasil publicam um código de vestimenta para a entrevista de visto de turismo ou negócios (B1/B2). As orientações de "esporte fino", "roupa discreta" ou "nada de chinelo e bermuda" que circulam por aí são recomendações de bom senso de blogs e assessorias, não uma regra legal ou consular. Você não é aprovado nem reprovado pela roupa (fonte: Embaixada dos EUA no Brasil).

O único texto de fonte oficial ligado a traje é um aviso de segurança de consulado pedindo trajes adequados ao ambiente consular. Ou seja, o critério oficial é decoro e segurança, e não usar terno. 📌 A regra prática que de fato importa é simples: nada que cubra o rosto ou atrapalhe a identificação, porque a foto e a biometria precisam bater com você.

O que realmente é avaliado: a Seção 214(b)

A Seção 214(b) do INA (Immigration and Nationality Act) parte de uma presunção: todo solicitante de visto de turismo ou negócios é tratado como um imigrante em potencial até provar o contrário. É o solicitante quem precisa convencer o oficial consular de que a viagem é temporária e de que vai retornar ao Brasil. A roupa não pontua nessa conta. O que pesa é o vínculo comprovável com o país.

Na prática, decorrem do 214(b) quatro fatores avaliados:

  1. Propósito da viagem coerente com o visto B1/B2 (turismo, visita a familiares, negócios pontuais).
  2. Vínculos com o Brasil: emprego, família, estudos, bens e responsabilidades que trazem você de volta.
  3. Capacidade financeira de custear a viagem sem precisar trabalhar ilegalmente.
  4. Histórico migratório: vistos anteriores, cumprimento de prazos, recusas.

A decisão se baseia no que você declarou no formulário DS-160, nas respostas da entrevista e nos sistemas internos do consulado. Por isso a coerência entre o DS-160 e a sua fala vale mais do que qualquer detalhe de figurino.

Como se vestir para a entrevista do visto americano

Como não há regra oficial, a orientação é de apresentação: vista-se de forma elegante e discreta, como para uma reunião de trabalho. A síntese que o próprio Google exibe para essa busca vai na mesma linha. Funciona bem:

✅ Recomendado⚠️ Melhor evitar
Calça social ou jeans escuro sem rasgosBermuda, short, regata
Camisa polo ou social em cor neutraEstampas chamativas ou com slogans
Sapato fechado ou tênis limpoChinelo
Look sóbrio e alinhadoBoné, decote acentuado

Sim, pode ir de calça jeans, desde que escura, sem rasgos e combinada com uma peça de cima alinhada. Acessórios como brinco não são proibidos: pode ir de brinco no consulado americano normalmente, contanto que nada cubra o rosto ou dificulte a identificação. Uma dica prática que se repete entre quem já foi: o ar-condicionado do consulado costuma ser forte, então um blazer ou uma jaqueta leve ajuda a passar o tempo de espera confortável.

Como se comportar na entrevista

O comportamento pesa mais do que a roupa. O que o oficial espera:

  • Honestidade absoluta. Informação falsa ou omissão pode gerar recusa e, em casos graves, inelegibilidade por fraude.
  • Respostas curtas, diretas e coerentes com o DS-160. Não decore discursos: o oficial percebe inconsistência.
  • Deixe o cônsul conduzir a entrevista e responda ao que for perguntado.
  • Mantenha a calma e trate os funcionários com respeito, seguindo todas as instruções de segurança.

Vale saber: a entrevista pode ser conduzida em português nos postos do Brasil. Não é exigido falar inglês para solicitar o visto; muitos oficiais falam português ou há intérprete. Sobre a duração, não há tempo mínimo nem máximo oficial, mas na prática a conversa dura, em média, 3 minutos, podendo ser mais ou menos demorada a depender do caso, com 3 a 5 perguntas objetivas e a decisão saindo na hora.

O que evita: os erros que realmente reprovam

Você já deve ter visto listas de "3 perguntas que te reprovam". Na prática, não existe um conjunto mágico de perguntas eliminatórias. O que reprova é a avaliação do 214(b): quando o oficial não se convence de que a viagem é temporária e de que existem vínculos fortes o suficiente para trazer você de volta. Por isso, o que não fazer:

  • Não minta nem invente uma história para "encaixar" no visto. Uma informação falsa é muito mais grave do que uma resposta simples e verdadeira.
  • Não contradiga o próprio DS-160.
  • Não trate a entrevista como um teste de eloquência: respostas naturais e coerentes valem mais do que respostas ensaiadas.

O que levar (e o que não precisa)

Os documentos oficiais são poucos:

  • 🇺🇸 Passaporte válido (em geral com validade mínima de 6 meses além da estadia pretendida).
  • Página de confirmação do DS-160.
  • Comprovante de agendamento da entrevista.

Atenção a um detalhe regional: em Porto Alegre e Recife, que não têm CASV, a foto oficial é a que você envia digitalizada no DS-160 no momento do preenchimento. Leve também uma foto impressa colorida 5x5 cm (2x2 polegadas) de reserva, caso o consulado solicite uma nova por a digitalizada não estar no padrão.

E o que muita gente carrega sem precisar: não há obrigação oficial de levar pilhas de comprovantes. Extratos bancários, carta do empregador, imposto de renda, escritura de imóvel, reservas de hotel e passagens são opcionais e só são usados se o oficial pedir para confirmar algo que você declarou. O foco é propósito e vínculos, não um dossiê de papéis.

Itens proibidos no consulado e no CASV

Por regra de segurança, eletrônicos não entram na Embaixada nem nos Consulados: celulares, smartwatches, tablets, laptops e qualquer dispositivo de gravação ficam de fora. Também são barrados mochilas e bolsas grandes, alimentos, bebidas e objetos cortantes ou pontiagudos.

Isso responde às dúvidas mais comuns: pode entrar com bolsa no consulado americano? Bolsas grandes não; leve apenas uma pasta pequena com os documentos e itens pessoais mínimos. Onde deixar o celular no consulado americano? Muitos postos não têm guarda-volume, então o ideal é simplesmente não levar o celular, deixando-o em casa, no carro ou com quem ficar aguardando do lado de fora.

Onde ocorre a entrevista e o papel do CASV

As entrevistas acontecem na Embaixada dos EUA em Brasília e nos Consulados-Gerais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Na primeira solicitação em Brasília, Rio ou São Paulo são dois compromissos:

  1. CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto), onde são coletadas as digitais e a foto.
  2. Embaixada ou Consulado, onde ocorre a entrevista com o oficial consular.

O CASV pode ser marcado no mesmo dia da entrevista, se houver vaga no momento do agendamento, deixando pelo menos 2 horas entre um e outro para dar tempo do deslocamento. Não havendo vaga no mesmo dia, ele pode ficar no dia anterior ou em até 8 dias antes da entrevista. Em Recife e Porto Alegre não há CASV: as digitais são coletadas no próprio consulado e a foto é a que você envia no DS-160.

Todos os solicitantes, de qualquer idade, comparecem à entrevista com o oficial, inclusive bebês e crianças: a isenção de entrevista por idade acabou em outubro de 2025.

Quanto custa e a validade do visto

A taxa consular MRV do visto B1/B2 é de US$ 185 (cerca de R$ 962), paga no sistema de agendamento após iniciar o pedido (fonte: travel.state.gov). O pagamento aceita PIX, cartão e boleto. Para brasileiros, a validade do visto B1/B2 é de 10 anos (Reciprocity Schedule, travel.state.gov). Vale um esclarecimento que gera confusão: a taxa de agendamento prioritário de US$ 750 não é o custo do visto e ainda não está disponível nos consulados no Brasil.

Leia também


Aumente as suas chances de aprovação com quem entende do assunto

Faça uma análise gratuita do seu perfil para o visto americano com a Viaggi Vistos

A Viaggi Vistos é uma assessoria de visto americano com mais de 90 mil clientes aprovados e nota 5,0 no Google em mais de 4.800 avaliações. Cuidamos de todo o processo, do preenchimento do DS-160 à preparação para a entrevista consular, para você apresentar o seu perfil da forma mais clara e convincente possível. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp e faça uma análise gratuita do seu perfil.

Perguntas frequentes

Existe um dress code oficial para a entrevista do visto americano?

Não. Nem o Departamento de Estado dos EUA nem a Embaixada e os Consulados americanos no Brasil publicam regra de vestimenta, e ninguém é reprovado por causa da roupa. O que se recomenda (esporte fino, roupa discreta) é boa prática de apresentação, não exigência consular. A única regra prática que importa: nada que cubra o rosto ou atrapalhe a identificação, porque foto e biometria precisam bater com você.

Pode ir de calça jeans para a entrevista do visto americano?

Sim. Como não há dress code oficial, a orientação é apenas de apresentação. Jeans escuro, sem rasgos, combinado com uma camisa polo ou social em cor neutra e sapato fechado ou tênis limpo, funciona bem. O que se evita é bermuda, regata, chinelo, boné e estampas chamativas.

Pode ir de brinco no consulado americano?

Sim. Acessórios como brinco não são proibidos. A única restrição relevante é de identificação: nada pode cobrir o rosto ou dificultar a foto e a biometria.

O que reprova na entrevista do visto americano?

O que reprova é a avaliação da Seção 214(b): quando o oficial não se convence de que a viagem é temporária e de que você tem vínculos suficientes com o Brasil para retornar. Informação falsa ou omissão também reprova e, em casos graves, pode gerar inelegibilidade por fraude. Não existe um conjunto mágico de três perguntas eliminatórias.

Quanto tempo dura a entrevista no consulado americano?

Não há tempo mínimo ou máximo oficial. Na prática, a conversa dura, em média, 3 minutos, podendo ser mais ou menos demorada a depender do caso, com 3 a 5 perguntas objetivas e a decisão saindo na hora.

A entrevista do visto pode ser em português?

Sim. Nos postos do Brasil a entrevista pode ser conduzida em português. Não é exigido falar inglês para solicitar o visto; muitos oficiais falam português ou há intérprete.

Pode entrar com bolsa e celular no consulado americano?

Bolsas e mochilas grandes não entram, apenas uma pasta pequena com os documentos. Eletrônicos são proibidos: celulares, smartwatches, tablets e laptops ficam de fora por segurança. Como muitos postos não têm guarda-volume, o ideal é não levar o celular, deixando-o em casa, no carro ou com quem aguardar do lado de fora.

O que levar na entrevista do visto americano?

Os documentos oficiais são passaporte válido (em geral com pelo menos 6 meses de validade além da estadia), página de confirmação do DS-160 e comprovante de agendamento. Em Porto Alegre e Recife, que não têm CASV, a foto oficial é a que você envia digitalizada no DS-160; leve uma foto impressa colorida 5x5 cm de reserva. Extratos, carta do empregador e reservas são opcionais e só usados se o oficial pedir.