A diferença entre o visto americano B1 e B2 está no propósito da viagem: o B1 é para negócios temporários (reuniões, conferências, feiras, negociações) e o B2 é para turismo e motivos pessoais (férias, visita a familiares, tratamento médico). Na prática, o brasileiro quase sempre recebe os dois juntos, no visto combinado B1/B2, um único visto que autoriza negócios e turismo ao mesmo tempo. Ambos são vistos de não imigrante, para estadias temporárias: não permitem emprego nem trabalho produtivo nos EUA, inclusive trabalho remoto para empresa brasileira, nem estudo em tempo integral ou moradia no país. Para brasileiros, o B1/B2 costuma ter validade de até 10 anos com múltiplas entradas, e a taxa consular (MRV) em 2026 é de US$ 185 por pessoa, cerca de R$ 962.
O que é o visto B (B1 e B2)
O visto B é a categoria de visitante dos Estados Unidos e se divide em B1 (negócios) e B2 (turismo). Segundo o Departamento de Estado dos EUA, é um visto de não imigrante, ou seja, destinado a permanências temporárias no país. Isso significa que ele não autoriza:
- ⚠️ Emprego ou trabalho produtivo executado nos EUA, inclusive remotamente para empresa estrangeira.
- ⚠️ Estudo em tempo integral (para isso existe o visto F-1).
- ⚠️ Residência ou imigração.
Dentro desses limites, o visto B cobre a imensa maioria das viagens de brasileiros aos Estados Unidos, seja a passeio, seja para atividades empresariais temporárias compatíveis com o B1.
Visto B1: para que serve (negócios)
O B1 é o visto de negócios temporários, sem vínculo empregatício nos Estados Unidos. Ele permite, por exemplo:
- ✅ Participar de reuniões, conferências, congressos, seminários, feiras e workshops.
- ✅ Fazer negociações contratuais e fechar contratos.
- ✅ Consultar parceiros e fornecedores.
- ✅ Fazer treinamento de curta duração pago pela empresa no Brasil.
O que o B1 não permite: exercer emprego ou trabalho produtivo nos Estados Unidos, manter uma rotina remota para empresa estrangeira, estudar em tempo integral ou morar no país. Em outras palavras, ele permite reuniões, consultas, negociações e outras atividades empresariais temporárias reconhecidas, não o expediente cotidiano da sua empresa brasileira. Entenda em detalhes por que o trabalho remoto nos EUA com visto de turista não se torna permitido apenas porque o salário é pago no Brasil.
Visto B2: para que serve (turismo)
O B2 é o visto de turismo e motivos pessoais. Ele cobre:
- ✅ Férias e lazer.
- ✅ Visita a familiares e amigos.
- ✅ Tratamento médico em hospitais e clínicas dos EUA.
- ✅ Participação como espectador em eventos culturais e esportivos (por exemplo, assistir à Copa do Mundo de 2026).
As restrições são as mesmas da categoria de visitante: com o B2 você não pode trabalhar, estudar em tempo integral ou imigrar. E vale reforçar o ponto que mais gera dúvida: a proibição de trabalhar olha para onde a atividade é executada, não para quem paga. Trabalhar remoto para empresa brasileira, inclusive para a sua própria, durante a viagem, também está fora do que o visto autoriza.
B1 x B2: tabela comparativa
| Item | Visto B1 (negócios) | Visto B2 (turismo) |
|---|---|---|
| Propósito | Negócios temporários | Turismo e motivos pessoais |
| Exemplos | Reuniões, feiras, congressos, negociações | Férias, visita a família, tratamento médico |
| Trabalhar nos EUA | Não permitido | Não permitido |
| Estudar em tempo integral | Não permitido | Não permitido |
| Morar / imigrar | Não permitido | Não permitido |
| Tipo | Não imigrante, temporário | Não imigrante, temporário |
Repare que as proibições são idênticas nos dois. O que muda é apenas o motivo declarado da viagem.
Dá para ter os dois no mesmo visto? Sim: o B1/B2 combinado
Sim. O visto combinado B1/B2 existe e é emitido como um único visto, com a anotação "B1/B2" impressa no passaporte, autorizando tanto negócios quanto turismo. Esse é o padrão concedido a brasileiros: a Embaixada dos EUA no Brasil lista o propósito "Turismo, férias, tratamento médico e negócios" justamente sob a categoria B1/B2.
Ou seja, você não precisa escolher entre um ou o outro. Com o B1/B2 na mão, dá para entrar nos EUA a passeio numa viagem e a negócios em outra, sem tirar visto novo, sempre dentro dos limites da categoria de visitante.
Qual visto pedir: B1/B2, só B1 ou só B2?
📌 Para a maioria dos brasileiros, a resposta é simples: peça o B1/B2 combinado. É o que o consulado normalmente concede, e ele cobre turismo e negócios de uma vez.
- Vai fazer turismo e negócios? Peça o B1/B2. A mesma emissão cobre os dois propósitos.
- Vai só passear? Você ainda receberá, na prática, o B1/B2 combinado, porque é o padrão para o visitante brasileiro.
- Só B1 isolado é emitido em situações específicas, como babás e empregados domésticos que viajam a trabalho acompanhando o empregador. Fora desses casos, o visitante brasileiro tipicamente recebe o B1/B2.
Então não vale a pena ficar em dúvida entre "B1 ou B2": o caminho normal é o combinado.
Validade não é o mesmo que tempo de permanência
Esse é o ponto que mais gera confusão. A validade do visto B1/B2 para brasileiros é de até 10 anos, com múltiplas entradas nesse período (regra de reciprocidade entre Brasil e EUA). Isso significa que o documento fica válido por até uma década.
Já o tempo de permanência em cada viagem é outra coisa: quem decide quanto tempo você pode ficar é o oficial da alfândega (CBP) no momento da chegada, e esse prazo é registrado no formulário I-94. Para o B1/B2, costuma ser de até 6 meses (180 dias) por entrada, podendo ser menor a critério do CBP.
Resumindo: ter um visto de 10 anos não quer dizer que você pode morar 10 anos nos EUA. Cada entrada é temporária.
Quanto custa o visto B1/B2 em 2026
O custo principal é a taxa MRV (application fee), o valor do formulário de visto de não imigrante. Em 2026, ela é de US$ 185 por solicitante, cerca de R$ 962, não reembolsável e paga antes da entrevista. Na Viaggi, o pagamento pode ser feito por PIX, cartão ou boleto.
A Visa Integrity Fee de US$ 250 foi aprovada em 2025, mas está suspensa por tempo indeterminado. Ela não é cobrada atualmente e não há data oficial de início, portanto não integra o custo atual do B1/B2.
📌 Importante não confundir: a taxa de agendamento prioritário de US$ 750 não é o custo do visto e, no momento, ainda não está disponível nos consulados no Brasil.
Brasileiro pode usar ESTA em vez do visto?
Com passaporte brasileiro, não. O ESTA é uma autorização eletrônica de viagem do Visa Waiver Program (VWP), voltada a cidadãos de países participantes e usada para solicitar admissão sem visto físico no passaporte. Como o Brasil não faz parte do VWP, quem viaja apenas com passaporte brasileiro precisa do visto B1/B2 para turismo e negócios. Um brasileiro com dupla nacionalidade pode usar ESTA ao viajar com passaporte de um país participante, desde que cumpra todos os requisitos do programa.
Como tirar o visto B1/B2
O processo tem uma sequência bem definida:
- Preencher o DS-160 no site do CEAC (ceac.state.gov/genniv). É o formulário online obrigatório do visto de não imigrante. Cada solicitante, inclusive crianças, precisa do seu próprio DS-160, e a página de confirmação é necessária para agendar a entrevista.
- Pagar a taxa MRV de US$ 185.
- Agendar a coleta de biometria (CASV) e a entrevista consular.
Sobre a entrevista: em 2026, todos os solicitantes de visto B1/B2 comparecem à entrevista, inclusive crianças, bebês e idosos, porque a isenção por idade foi extinta em outubro de 2025. A única dispensa que continua existindo é a da renovação, que depende dos critérios do visto anterior e não da idade. A dispensa de entrevista (interview waiver) passou a valer sobretudo para renovações que atendam a certos critérios, em geral com visto anterior da mesma categoria vencido há menos de 12 meses, sem recusa prévia e com pedido feito no país de residência. Como essas regras variam por consulado e mudaram recentemente, o ideal é confirmar sempre na fonte oficial antes de contar com qualquer isenção.
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Perguntas frequentes
Qual visto escolher, B1 ou B2?
Na prática, o brasileiro não precisa escolher: o padrão concedido é o visto combinado B1/B2, que cobre negócios (B1) e turismo (B2) num único documento. Só peça B1 isolado em casos específicos, como empregados domésticos que viajam acompanhando o empregador. Para férias, visitas ou negócios, o caminho é o B1/B2.
Que atividades o B1 permite e o que continua proibido?
O B1 permite atividades empresariais temporárias e delimitadas, como reuniões, feiras, consultas e negociações. O B1/B2 não autoriza emprego nem trabalho produtivo nos Estados Unidos, inclusive trabalho remoto para empresa brasileira ou para a própria empresa no Brasil. O critério é onde a atividade é executada, não de onde vem o pagamento. Para trabalhar, é necessária uma autorização adequada ao caso.
O visto B1/B2 pode ficar quanto tempo nos EUA?
O tempo de permanência é decidido pelo oficial da alfândega (CBP) na chegada e registrado no formulário I-94. Para o B1/B2, costuma ser de até 6 meses (180 dias) por entrada, podendo ser menor a critério do CBP. Isso é diferente da validade do visto, que pode chegar a 10 anos.
Qual a validade do visto B1/B2 para brasileiros?
Para brasileiros, o visto B1/B2 costuma ter validade de até 10 anos, com múltiplas entradas nesse período, por causa da reciprocidade entre Brasil e EUA. Validade não é o mesmo que permanência: o documento fica válido por até uma década, mas cada entrada continua sendo temporária.
Quanto custa o visto americano B1/B2 em 2026?
A taxa consular MRV em 2026 é de US$ 185 por solicitante, cerca de R$ 962, não reembolsável e paga antes da entrevista. Na Viaggi, o pagamento aceita PIX, cartão ou boleto. A Visa Integrity Fee de US$ 250 foi aprovada em 2025, mas está suspensa por tempo indeterminado, sem cobrança atual nem data oficial de início. A taxa de agendamento prioritário de US$ 750 não é o custo do visto e ainda não está disponível nos consulados no Brasil.
O visto B1/B2 permite estudar nos Estados Unidos?
Não em tempo integral. O B1/B2 não autoriza estudo em tempo integral, que exige o visto F-1. A categoria de visitante cobre turismo, negócios, visitas e tratamento médico, mas não cursos regulares de tempo integral.
Brasileiro pode usar ESTA em vez do visto B1/B2?
Com passaporte brasileiro, não. O Brasil não participa do Visa Waiver Program, então quem viaja apenas com passaporte brasileiro precisa do visto B1/B2. Um brasileiro com dupla nacionalidade pode usar ESTA ao viajar com passaporte de um país participante, desde que cumpra todos os requisitos do programa.
Qual a diferença entre visto B1/B2, só B1 e só B2?
O B1/B2 é o combinado, que autoriza negócios e turismo num único visto, e é o padrão para brasileiros. O B1 isolado cobre apenas negócios e é emitido em casos específicos, como empregados domésticos a trabalho. O B2 isolado cobre só turismo e motivos pessoais. Como as proibições (trabalhar, estudar em tempo integral, imigrar) são iguais nos três, o que muda é o propósito autorizado da viagem.







