Resposta rápida

Na calçada do CASV e do consulado americano existem pessoas que se aproveitam do nervosismo de quem vai tirar o visto. As abordagens mais comuns são impressão a preço abusivo, exclusão dos seus arquivos de e-mail para vender um serviço, e gente se apresentando como funcionário do consulado. A regra que resolve todas: nenhum funcionário do consulado ou do CASV aborda ninguém na rua, e o atendimento oficial só acontece dentro da unidade, depois da segurança.

Como funciona o golpe na porta do consulado

O golpe depende de uma coisa só: você chegar sem algum documento impresso. Ao comparecer ao CASV, é obrigatório levar:

  • Formulário DS-160 (a página de confirmação, com o código de barras);
  • Comprovantes de agendamento do CASV e da entrevista consular;
  • Passaporte.

Algumas pessoas esquecem, e só percebem ao chegar no local. É nesse momento, com a fila andando e o horário se aproximando, que a pessoa aceita qualquer coisa. Para uma simples impressão, estabelecimentos das imediações chegam a cobrar R$ 50 por folha. Abusivo, mas ainda seria o menor dos problemas.

O pior vem depois. Ao abrir o e-mail do cliente para acessar os arquivos, alguns desses estabelecimentos apagam os documentos e alegam que não encontraram nada. Em seguida, oferecem um novo preenchimento do DS-160 por valores que chegam a R$ 400. No desespero de não perder a entrevista, muita gente aceita e sai lesada duas vezes.

A abordagem mais perigosa: alguém que se diz funcionário do consulado

Essa é a versão que engana até quem está atento, e é a que a Viaggi mais alerta os clientes. Funciona assim: ao chegar ao CASV ou ao consulado, você é abordado por alguém com postura de quem trabalha ali, que afirma com segurança que faltou imprimir um documento seu. A pessoa parece saber do que está falando, cita o nome do formulário, e oferece resolver na hora.

Não existe isso. O golpista está apostando que você não sabe como o atendimento funciona, e que o medo de perder a entrevista vai falar mais alto que a desconfiança.

Como saber se é funcionário de verdade do consulado

A regra é mais simples do que parece:

Nenhum funcionário do CASV ou do consulado americano aborda solicitantes na calçada, oferece impressão ou cobra dinheiro por qualquer serviço. O contato oficial acontece exclusivamente dentro da unidade, depois de você passar pela triagem de segurança.

Crachá e colete do Consulado Americano são uma checagem secundária, e não o critério principal. Colete se compra e crachá se falsifica, então não baixe a guarda só porque a pessoa está uniformizada na rua. O que não muda é o lugar: do lado de dentro é oficial, do lado de fora não é.

Como se proteger

Três hábitos eliminam praticamente todo o risco:

  1. Confira os documentos na véspera, não na hora. Imprima em casa ou numa papelaria comum, longe do consulado, e guarde tudo em uma pasta simples. Esse é o passo que desarma o golpe inteiro.
  2. Nunca entregue o acesso ao seu e-mail. Se realmente precisar imprimir no local, acesse você mesmo, envie apenas o arquivo e pergunte o preço antes de autorizar. Senha de e-mail não se entrega a ninguém, em nenhuma hipótese.
  3. Não entregue documentos a terceiros na rua. Passaporte, DS-160 e comprovantes trazem dados pessoais suficientes para outros golpes. Eles só saem da sua mão dentro da unidade.

Se você for abordado, siga andando e entre. Se houver insistência ou cobrança, relate à segurança lá dentro. E se já tiver sido lesado, registre boletim de ocorrência: é crime, e o registro ajuda a mapear onde isso acontece.

Vale lembrar que a lista de documentos exigidos e os endereços corretos de cada unidade estão no nosso guia de endereços dos CASVs e consulados americanos no Brasil, e o passo a passo do dia está em agendamento do visto americano: CASV e entrevista. Chegar sabendo o que esperar é a melhor proteção que existe.

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* É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui exposto de acordo com a Lei nº. 9.610/1998.

Perguntas frequentes

Existe golpe na porta do consulado americano?

Existe, e é comum. Os mais frequentes são a impressão de documentos a preço abusivo, chegando a R$ 50 por folha, a exclusão dos arquivos do e-mail do solicitante seguida da oferta de um novo preenchimento do DS-160 por até R$ 400, e a abordagem de pessoas que se apresentam como funcionários do consulado dizendo que faltou imprimir algum documento.

Como saber se a pessoa é funcionário do consulado de verdade?

Pela regra mais simples de todas: nenhum funcionário do CASV ou do consulado americano aborda solicitantes na calçada, oferece serviço de impressão ou cobra dinheiro. O atendimento oficial acontece somente dentro da unidade, depois da triagem de segurança. Crachá e colete ajudam, mas são checagem secundária, porque colete se falsifica.

Esqueci de imprimir o DS-160, onde imprimo perto do consulado?

Procure uma papelaria ou lotérica comum, longe da porta do consulado, e prefira resolver na véspera. Se precisar imprimir no local, nunca entregue a senha do seu e-mail a ninguém: acesse você mesmo, envie apenas o arquivo para impressão e confira o preço antes. As lojas coladas na porta são justamente as que cobram mais caro.

Posso entregar meus documentos para alguém na porta do CASV?

Não. Seus documentos só devem ser entregues dentro da unidade, aos atendentes do CASV ou ao oficial consular. Passaporte, DS-160 e comprovantes de agendamento contêm dados pessoais suficientes para outros golpes, então não entregue nem para conferência de terceiros na calçada.

O que fazer se eu for abordado na porta do consulado?

Siga andando e entre na unidade. Se a pessoa insistir ou fizer cobrança, relate ao pessoal da segurança dentro do consulado ou do CASV. Se você já foi lesado, registre um boletim de ocorrência: o golpe é crime e o registro ajuda a mapear os pontos onde ele acontece.