Tirar o visto americano é fácil ou difícil? A pergunta costuma misturar duas coisas: a chance de ter o pedido aprovado e o trabalho que o processo dá. A primeira parte tem resposta em número, publicada todo ano pelo governo dos Estados Unidos.

Este guia mostra o que os dados oficiais dizem sobre os brasileiros, o que mais pesa na decisão do consulado, como fica quem nunca viajou e por que nenhuma assessoria pode garantir o resultado. Os números foram conferidos nas tabelas do Departamento de Estado dos EUA em 3 de novembro de 2026.

O que os dados oficiais de recusa mostram

O Departamento de Estado dos EUA publica todo ano a taxa ajustada de recusa de vistos B (turismo e negócios), separada por nacionalidade. No ano fiscal de 2025, que foi de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025, a taxa do Brasil foi de 14,87%.

Isso equivale aproximadamente a 1 em cada 7 solicitantes na métrica ajustada. Pela mesma conta, os outros 85,13% terminaram o ano fiscal com o visto emitido: a maioria dos brasileiros que pedem o visto de turismo consegue.

Em 3 de novembro de 2026, a tabela mais recente publicada era a do ano fiscal de 2025.

Como a taxa ajustada é calculada

A conta oficial considera a situação final de cada pessoa no encerramento do ano fiscal, e cada solicitante entra uma vez só. Quem foi recusado em abril e aprovado em julho, por exemplo, conta apenas como aprovado.

A fórmula do Departamento de Estado é: (recusas menos recusas posteriormente superadas) ÷ (emissões mais recusas menos recusas posteriormente superadas). Como a taxa é por nacionalidade, ela reúne os solicitantes brasileiros de qualquer consulado americano do mundo e não mostra a recusa de um consulado específico.

A recusa do Brasil ao longo dos anos

Ano fiscalTaxa ajustada de recusa do Brasil
20123,2% (empatado com 2014 como o menor da série)
20143,2%
202023,16% (o maior da série)
202311,94%
202415,48%
202514,87%

Nos anos fiscais de 2023 a 2025, a taxa ficou entre 11,94% e 15,48%. A série completa, de 2006 a 2025, com os 20 arquivos oficiais, está no levantamento da taxa de recusa do visto americano de 2006 a 2025.

Na percepção prática da Viaggi Vistos, que passou por vários governos em 15 anos de atividade, os consulados americanos tendem a ser sensíveis ao cenário econômico do país: quando ele piora, as negativas costumam subir rápido. É a leitura da casa, não uma conclusão do governo americano.

O Brasil comparado com a América Latina

Na mesma tabela de 2025, o Brasil tem taxa de recusa menor que a do México e a da Colômbia e maior que a da Argentina e a do Uruguai:

NacionalidadeTaxa ajustada de recusa em 2025
Uruguai2,59%
Argentina7,47%
Brasil14,87%
Paraguai18,71%
Peru20,90%
México21,36%
Bolívia29,83%
Colômbia32,84%

A comparação mostra o tamanho do desafio, não o resultado de ninguém. A média de um país resume milhares de perfis diferentes, e cada pedido é decidido individualmente.

O que mais pesa na decisão do consulado

Quem decide é o oficial consular, caso a caso. Dois fatos ajudam a entender por que tanta gente acha o visto difícil:

  • A entrevista dura, em média, 3 minutos. O entrevistador analisa centenas de casos por dia, e a entrevista existe para confrontar o solicitante com o que ele declarou no DS-160.
  • Quase toda negativa de visto de turismo sai com a carta 214(b), que alega falta de vínculos, mesmo quando o motivo real foi outro. A seção 214(b) da lei de imigração presume que todo solicitante pretende imigrar, até que ele demonstre o contrário.

O que acontece nesses poucos minutos está nos 9 segredos da entrevista do visto americano.

Os 5 motivos que mais reprovam

Na experiência da Viaggi Vistos, os 5 principais motivos de recusa, em ordem, são:

  1. Falta de vínculos com o Brasil, disparada a maior causa.
  2. Parentes morando nos Estados Unidos. Não é negativa automática, mas pode dificultar a aprovação: pesa pelo apoio disponível e exige vínculos com o Brasil mais consistentes, e o peso varia com o grau de parentesco.
  3. Histórico criminal. Não reprova automaticamente, mas, em casos graves, pode haver também recusa na seção 212, que, a depender do inciso, pode ser permanente ou temporária, e a própria carta informa se o caso admite pedido de waiver (perdão).
  4. Erros no preenchimento do DS-160.
  5. Erros ou inconsistências na entrevista consular.

Os três primeiros falam do perfil. Os dois últimos falam da forma como o perfil é apresentado, e é neles que acontece a maior parte das negativas evitáveis, como mostra o guia dos 5 principais motivos de recusa do visto americano.

O consulado escolhido não entra nessa lista: na experiência da Viaggi Vistos, os cinco postos que emitem visto no Brasil seguem as mesmas regras do Departamento de Estado, e qualquer solicitante pode escolher qualquer um deles. A recomendação da Viaggi é o posto mais próximo da residência, por logística, e não por obrigação. O raciocínio completo está no artigo sobre qual consulado é mais fácil para aprovar o visto americano.

Vínculo é o que faz você voltar

Vínculo é o que responde à pergunta: por que essa pessoa voltaria ao Brasil? Na análise da Viaggi Vistos, os principais são três:

  • Profissional: emprego ou empresa com renda, que o solicitante pensaria várias vezes antes de abandonar.
  • Acadêmico: faculdade concluída ou em andamento, que indica intenção de carreira no Brasil. Sobretudo abaixo dos 30 anos, a falta de curso superior é sinal de risco maior.
  • Histórico de viagens internacionais com retorno: mostra perfil de turista, de quem já dedicou tempo e dinheiro a viajar e voltou.

Outros vínculos entram conforme o contexto, com destaque para o familiar, como filhos pequenos no Brasil. Ter bens no Brasil é um ponto positivo, que ajuda o entrevistador a ter uma percepção melhor da qualidade dos vínculos do solicitante, mas não são, por si só, vínculos com o Brasil.

Renda: compatível, não mínima

Não existe renda mínima para o visto americano. O que o consulado avalia é se a renda é compatível com os planos de viagem: Nova York exige mais do que Orlando, e 20 dias exigem mais do que 10.

Renda alta, sozinha, também não garante o visto quando o restante do perfil não é coerente.

Nunca ter viajado deixa o visto mais difícil?

Não necessariamente. Na experiência da Viaggi Vistos, a grande maioria dos aprovados nunca saiu do Brasil. Viagem internacional anterior não é obrigatória, mas pelo menos uma a turismo, com retorno, ajuda a demonstrar perfil turístico legítimo.

Faz sentido: o Brasil não participa do programa de isenção de visto dos EUA (Visa Waiver Program), então quem vai conhecer o país com o passaporte brasileiro precisa, em algum momento, ser um primeiro solicitante. Quem nunca viajou compensa a falta de histórico com os outros vínculos e com coerência entre o DS-160 e a entrevista, como mostra o guia para quem nunca viajou para fora do Brasil.

Por que a primeira tentativa é a que mais importa

Primeira vez não quer dizer mais difícil. Mas a primeira tentativa é a que mais importa, por três motivos:

  1. A negativa fica registrada para sempre, e todos os consulados americanos do mundo têm acesso a ela, como explica o guia sobre se o visto negado fica registrado.
  2. O DS-160 também fica salvo para sempre. Na próxima tentativa, o entrevistador pode comparar o formulário novo com os anteriores, e informação divergente quebra a confiança. Já um DS-160 coerente numa negativa não prejudica as solicitações seguintes.
  3. A taxa do visto americano não é devolvida se o pedido for negado, e uma nova solicitação exige novo DS-160 e nova taxa, segundo o Departamento de Estado.

A recusa na seção 214(b) não é permanente, mas também não tem recurso: a saída é uma nova solicitação. O Departamento de Estado orienta que, nesse caso, o solicitante consiga mostrar mudanças significativas nas suas circunstâncias desde o último pedido.

Visto aprovado é, acima de tudo, um voto de confiança. A coerência entre um pedido e outro faz parte dela.

Difícil não é o mesmo que trabalhoso

Parte da fama de difícil vem do processo, que tem 6 etapas. Ele é público e pode ser feito por conta própria, mas pede atenção em cada passo:

  1. Preencher o formulário DS-160.
  2. Pagar a taxa consular (MRV).
  3. Agendar a entrevista.
  4. Ir ao CASV, onde são coletadas as digitais e a foto, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. Em Recife e Porto Alegre não existe CASV: as digitais são coletadas no próprio consulado, numa ida só.
  5. Fazer a entrevista no consulado (em Brasília, na Embaixada).
  6. Receber o passaporte de volta, com o visto, se o pedido for aprovado.

Desde outubro de 2025, não existe mais isenção de entrevista por idade: bebês e crianças também comparecem à entrevista, acompanhados de pelo menos um dos pais ou do responsável legal.

A etapa que mais demora costuma ser a fila da entrevista, que muda de consulado para consulado; os prazos estão no guia de quanto tempo demora para tirar o visto americano. O caminho completo está em como tirar o visto americano passo a passo.

Por que nenhuma assessoria garante a aprovação

Pela lei americana, só o oficial consular pode aprovar ou negar o visto, segundo o Departamento de Estado. Por isso, nenhuma assessoria pode garantir a aprovação do seu visto americano.

O que uma assessoria experiente e confiável pode fazer é aumentar suas chances de aprovação, evitando erros no preenchimento do DS-160 e preparando o solicitante para se sair bem na entrevista consular. É justamente onde está a maior parte das negativas evitáveis: no formulário e na entrevista.

Desconfie de qualquer empresa que prometa visto garantido. Na Viaggi Vistos, a assessoria inclui:

  • análise de perfil;
  • apoio no preenchimento do DS-160;
  • orientação de documentos;
  • agendamento;
  • preparação para a entrevista consular.

Para decidir se o serviço faz sentido no seu caso, veja quando vale a pena contratar assessoria para o visto americano.

Fontes

Todas lidas em 3 de novembro de 2026.

  • Departamento de Estado dos EUA, taxa ajustada de recusa de vistos B por nacionalidade: ano fiscal de 2025, a tabela mais recente publicada, e as tabelas de 2024, 2023, 2020, 2014 e 2012.
  • Departamento de Estado dos EUA: como a taxa ajustada de recusa é calculada, com a fórmula e a regra de contagem de cada solicitante.
  • Departamento de Estado dos EUA: Visa Denials, sobre a recusa 214(b), a nova solicitação, a taxa não reembolsável e a autoridade do oficial consular.

Quer maximizar as chances de aprovação do seu visto americano?

Se você vai solicitar ou renovar o visto americano e quer maximizar suas chances de aprovação, evitando erros e inconsistências no seu DS-160 e na entrevista, entre em contato com a Viaggi Vistos pelo WhatsApp agora mesmo e faça uma análise gratuita do seu perfil!

Mãe e filha sorrindo à mesa com o passaporte brasileiro e a chamada Faça uma análise gratuita de perfil

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros têm o visto americano negado?

Aproximadamente 1 em cada 7 na métrica ajustada. Segundo os dados oficiais do Departamento de Estado dos EUA, a taxa ajustada de recusa de vistos B (turismo e negócios) para o Brasil no ano fiscal de 2025 foi de 14,87%; essa métrica considera a situação final de cada pessoa no encerramento do ano fiscal. É uma média nacional e não prevê o resultado de um pedido específico.

O que mais pesa na decisão do visto americano?

Os vínculos com o Brasil. Na experiência da Viaggi Vistos, a falta de vínculos é, disparada, a maior causa de negativa, e os principais vínculos são o profissional, o acadêmico e o histórico de viagens internacionais com retorno. Depois vêm, nesta ordem: parentes nos Estados Unidos (que não geram negativa automática, mas podem dificultar a aprovação), histórico criminal, erros no DS-160 e inconsistências na entrevista.

É mais difícil conseguir o visto americano na primeira vez?

Não necessariamente. Na experiência da Viaggi Vistos, a grande maioria dos aprovados nunca saiu do Brasil, e a falta de viagem anterior não reprova sozinha. A primeira tentativa é a mais importante porque uma negativa fica registrada para sempre e visível em todos os consulados americanos do mundo, e o DS-160 da próxima tentativa pode ser comparado com o anterior.

Como aumentar as chances de ter o visto americano aprovado?

Com vínculos com o Brasil bem demonstrados, renda compatível com a viagem e coerência total entre o DS-160 e a entrevista, porque o oficial confronta o que você fala com o que preencheu. A Viaggi Vistos também recomenda manter as redes sociais no modo público, pelo menos na semana da entrevista: não é exigência oficial do visto de turismo, mas é extremamente importante. Uma assessoria experiente e confiável pode aumentar suas chances evitando erros no DS-160 e preparando você para a entrevista, mas nenhuma pode garantir a aprovação.

Precisa ter renda alta para conseguir o visto americano?

Não existe renda mínima para o visto americano. O que o consulado avalia é se a renda é compatível com os planos de viagem: Nova York exige mais do que Orlando, e 20 dias exigem mais do que 10. Renda alta, sozinha, também não garante o visto quando o restante do perfil não é coerente.

Uma assessoria garante a aprovação de visto americano?

Não, nenhuma assessoria pode garantir a aprovação do seu visto americano. O que uma assessoria experiente e confiável pode fazer é aumentar suas chances de aprovação evitando erros no preenchimento do DS-160 e preparando o solicitante para se sair bem na entrevista consular.

O Brasil tem mais recusa de visto americano que outros países da América Latina?

Depende do país: no ano fiscal de 2025, a taxa ajustada de recusa de vistos B (turismo e negócios) do Brasil foi de 14,87%, menor que a do México (21,36%) e a da Colômbia (32,84%) e maior que a da Argentina (7,47%) e a do Uruguai (2,59%), segundo a tabela oficial do Departamento de Estado dos EUA. A média de cada país resume milhares de perfis diferentes, e cada pedido é decidido individualmente.