Quem procura "visto humanitário" para os Estados Unidos quase sempre está diante de uma urgência: um familiar internado, um funeral ou um tratamento médico. A expressão aparece nas buscas e no noticiário, mas não corresponde a uma categoria de visto americano.
Na página do USCIS, a agência de imigração dos EUA, o tema "Humanitarian" reúne proteções como asilo e refúgio e o parole humanitário, e nenhum item se chama visto humanitário. No Brasil, a expressão também designa o visto temporário de acolhida humanitária, que o governo brasileiro concede a estrangeiros. Este guia trata de quem precisa viajar aos Estados Unidos.
Existe visto humanitário para os EUA?
Não. Nos EUA, "humanitário" dá nome a proteções, como asilo, refúgio e TPS, e ao parole humanitário, que é uma permissão temporária de entrada e não um visto.
Na prática, o caminho depende da situação:
| Situação | Caminho | Onde se pede | Quem decide |
|---|---|---|---|
| Familiar imediato com doença grave, acidente com risco de morte ou morte ocorrida nos EUA | Visto de turismo B-2, com pedido de antecipação da entrevista | Conta de agendamento, depois de marcar a entrevista | Seção Consular |
| Tratamento médico nos EUA | Visto de turismo B-2 | DS-160 e entrevista no consulado | Oficial consular |
| Urgência humanitária sem tempo ou sem condição de obter o visto | Parole humanitário (Formulários I-131 e I-134) | USCIS | USCIS e, na chegada, o CBP |
| Inelegibilidade pela seção 212 da lei de imigração | Waiver de não imigrante da seção 212(d)(3)(A) | No próprio processo do visto | O cônsul recomenda e o DHS aprova |
| Temor de perseguição | Asilo | Só nos EUA ou na chegada ao país | USCIS ou juiz de imigração |
| Refugiado fora dos EUA | Programa de refugiados dos EUA (USRAP) | Por encaminhamento ao programa | USCIS |
| Vítima de tráfico de pessoas ou de crime ligado aos EUA | Status T ou U | USCIS | USCIS |
| Nacional de país designado que já está nos EUA | TPS | USCIS | USCIS |
Parente em estado grave ou morte na família nos EUA: o caminho é o visto B-2
Visitar parentes e amigos é uma das finalidades do visto de turismo B-2, segundo o manual consular do Departamento de Estado (9 FAM 402.2-4). Quem ainda não tem visto, ou está com ele vencido, segue o processo normal: DS-160, taxa, CASV e entrevista.
Quando a urgência não cabe no calendário, existe o pedido de antecipação da entrevista. O formulário oficial lista 10 situações que podem ser consideradas, e a primeira é a morte, a doença grave ou o acidente com risco de morte de um familiar imediato, ocorridos nos Estados Unidos. A concessão fica a critério da Seção Consular, segundo a Embaixada dos EUA no Brasil.
Na experiência da Viaggi Vistos, os pedidos de antecipação por doença grave ou morte de parente nos EUA costumam ser aceitos. Isso não facilita a aprovação do visto: na entrevista antecipada, o oficial analisa os vínculos com o Brasil como em qualquer caso, e o visto pode ser negado mesmo nessas situações.
Na Declaração de Atendimento ao Cliente, atualizada em 14 de abril de 2026, a Embaixada também se compromete a acelerar o processo de quem enfrenta emergência médica ou humanitária com risco de morte. O passo a passo do pedido está no guia sobre como pedir a entrevista de emergência. Se o seu caso não está entre as situações do formulário, veja como antecipar a entrevista do visto americano.
Ter parentes nos EUA não impede a aprovação, mas pesa pelo apoio disponível e exige vínculos com o Brasil mais consistentes. Entenda por que ter parentes nos EUA pesa no visto de turismo.
E atenção: quem viaja para cuidar de um parente não pode trabalhar nos EUA com o visto de turismo, nem de forma remota para empresa brasileira.
Tratamento médico nos EUA: visto B-2 e os 3 documentos que o consulado pode pedir
A Embaixada dos EUA no Brasil inclui o tratamento médico entre as finalidades do visto B1/B2, ao lado de turismo, férias e negócios. Pelo manual consular, o oficial precisa se convencer de que um médico ou hospital nos EUA aceitou o caso e de que o solicitante tem meios lícitos para pagar o tratamento e a estadia.
Para isso, o consulado pode pedir:
- o diagnóstico de um médico do país de residência, explicando a doença e por que o tratamento será nos EUA;
- a carta do médico ou do hospital americano que aceitou o caso, com a duração e o custo previstos;
- a prova de quem paga transporte, tratamento e estadia, como extratos, comprovantes de renda ou declaração de imposto do paciente ou de quem vai custear.
Segundo o USCIS, muitas vezes quem precisa de tratamento nos EUA consegue o visto de não imigrante, e o Departamento de Estado pode acelerar os casos urgentes. O parole fica para quando não é possível obter o visto a tempo.
O tratamento médico urgente também está no formulário de antecipação da entrevista, mas vale só para o próprio solicitante ou para uma criança menor, e não para o acompanhante. Se o tratamento puder passar do prazo concedido na entrada, é possível pedir extensão de permanência nos EUA ao USCIS, antes do vencimento do I-94 e sem garantia de aprovação. Para entender as finalidades de cada parte do visto, veja a diferença entre B1 e B2.
Parole humanitário: o que é e como funciona o pedido ao USCIS
O parole humanitário é uma permissão temporária para entrar e ficar nos EUA, concedida caso a caso por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo. A base é a seção 212(d)(5) da lei de imigração americana, e o pedido é feito ao USCIS pelo Formulário I-131.
Três pontos o separam do visto:
- Não é admissão. Quem entra em parole não é considerado admitido pela lei de imigração.
- Não dá status migratório. O USCIS registra que, ao contrário de um visto de imigrante ou de não imigrante, o parole não confere status.
- Não é atalho. Segundo o USCIS, o parole não deve ser usado só para evitar o processo e os prazos normais do visto, contornar o pedido de waiver ou substituir os canais de refúgio.
Quando o USCIS vê urgência humanitária
A lei não define "razões humanitárias urgentes". O USCIS diz que avalia se a situação é premente, o efeito sobre o bem-estar da pessoa e o sofrimento que uma negativa causaria.
Entre os exemplos citados pelo USCIS estão:
- tratamento médico crítico nos EUA;
- visitar, ajudar ou dar apoio a um familiar em fase final de uma doença;
- ir ao funeral de um parente que morreu nos EUA ou resolver os assuntos financeiros e legais dele.
A página principal do USCIS foi revisada em 5 de outubro de 2026. A orientação sobre as provas de cada tipo de pedido é de 11 de outubro de 2022, anterior às mudanças de 2025 e 2026.
Quem pode pedir e quem sustenta o beneficiário
Qualquer pessoa ou entidade pode pedir o parole para alguém que está fora dos EUA, e a própria pessoa pode pedir para si. Quem pede não precisa morar nos EUA nem ser parente do beneficiário.
Cada pedido precisa de um apoiador financeiro, que apresenta o Formulário I-134 para mostrar que pode sustentar o beneficiário durante a estadia. Segundo o USCIS, a falta de prova de sustento é um fator negativo forte, que pode levar à negativa.
A lei não exige um status específico do apoiador. Mesmo assim, o USCIS observa que um cidadão americano ou um residente permanente tende a comprovar essa capacidade com mais facilidade.
Passo a passo do pedido
- Reunir as provas: a explicação de por que não é possível obter o visto, com quando e onde houve tentativa; a carta de recusa, se houver; e os documentos do motivo, como laudos, carta do hospital, certidão de óbito ou carta da funerária.
- Enviar ao USCIS o I-131 com o I-134, online ou em papel. Quem pede isenção da taxa precisa enviar em papel.
- Aguardar a análise na divisão internacional e de refugiados do USCIS, em Washington, que avalia a urgência caso a caso.
- Ir ao consulado depois da aprovação condicional: o beneficiário preenche o DS-160 e comparece para confirmar a identidade e coletar a biometria, obrigatória a partir de 14 anos.
- Receber o documento de embarque: sem informação negativa, o consulado emite uma etiqueta colada no passaporte, chamada boarding foil, que permite viajar em até 30 dias. É por isso que muita gente confunde parole com visto. O documento não garante o parole.
- Passar pela inspeção na chegada: o CBP, a agência de fronteiras dos EUA, decide se concede o parole e anota o prazo no registro de entrada I-94.
Prazo, duração e limites
- Análise: o USCIS não divulga um prazo em número e avisa que há atrasos desde o outono americano de 2021, por causa do volume de pedidos.
- Duração: em regra, até 1 ano. O USCIS pode dar prazo maior conforme o motivo.
- Fim: o parole termina na data final, quando a pessoa sai dos EUA ou quando obtém um status migratório, o que acontecer primeiro. O governo pode revogá-lo a qualquer momento.
- Viajar e voltar: quem está nos EUA em parole e precisa sair deve ter a autorização de retorno (advance parole) concedida antes da saída, e mesmo com ela o CBP decide de novo na volta. Sem ela, voltar depende de um visto ou de um novo pedido de parole.
- Ficar mais: para continuar além do prazo, o pedido é o re-parole, feito de dentro dos EUA e antes do vencimento.
- Trabalho: o parole não dá direito automático de trabalhar. A autorização, pelo Formulário I-765, é decidida a critério do USCIS.
- Negativa: cabe pedido de reabertura ou de reconsideração (Formulário I-290B) em até 33 dias da data da decisão, ou um novo pedido com fatos novos.
Taxas
O pedido tem a taxa do formulário, listada na tabela oficial de taxas do USCIS (G-1055), com pedido de isenção possível só em papel. Se o parole for concedido, há ainda a taxa de parole criada pela lei americana HR-1, cobrada no momento do parole e reajustada todo ano.
A própria lei da HR-1 prevê 10 exceções a essa segunda taxa, avaliadas caso a caso. Entre elas estão a emergência médica, quando o tratamento necessário não existe no país onde a pessoa mora ou quando há risco de morte e o processo normal do visto não chegaria a tempo, e também a visita a um parente próximo em fase final de vida e o funeral de um parente próximo, quando o visto normal não permitiria chegar a tempo. As exceções dispensam só a taxa: elas não são critério de aprovação do parole.
Parole não substitui o visto nem contorna uma negativa
No pedido de parole, o USCIS pede a explicação de por que não é possível obter o visto e, se houver, a carta de recusa. Uma negativa não se resolve com parole:
- Negativa pela seção 214(b): segundo o manual consular, não existe waiver para ela. A recusa não é permanente, e é possível fazer um novo pedido de visto.
- Inelegibilidade pela seção 212: na maioria dos casos é permanente. Existe o waiver de não imigrante da seção 212(d)(3)(A), recomendado pelo cônsul e aprovado pelo DHS, mas ele é extremamente difícil de obter. Veja a negativa na seção 212 e quando cabe waiver.
Asilo, refúgio, TPS e vistos T e U: proteção, não viagem
Estes caminhos protegem quem corre risco. Eles não servem para viajar a turismo nem para visitar a família.
Asilo. Só pode pedir quem está fisicamente nos EUA ou chegando ao país, em regra até 1 ano depois da chegada. Exige perseguição sofrida ou temor fundado de perseguição por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política. Asilo não é visto e não se pede no consulado.
Desde 28 de abril de 2026, segundo telegrama do Departamento de Estado reportado pela imprensa, as entrevistas de visto incluem perguntas sobre danos sofridos e medo de voltar ao país. A Viaggi Vistos observou essas perguntas em quase todas as entrevistas que acompanhou em 2026. Responda sempre a verdade e, se a resposta verdadeira for sim, procure um advogado de imigração dos EUA antes da entrevista: veja as perguntas sobre medo de voltar ao Brasil na entrevista.
O governo americano também prepara a revogação de vistos B1/B2 de quem pediu asilo depois de entrar como visitante.
Refúgio. É para quem está fora dos EUA e foi encaminhado ao programa de refugiados do país (USRAP). A entrada pelo programa está suspensa desde 27 de janeiro de 2025, salvo exceções, e o teto do ano fiscal americano de 2027 é de 17.500 refugiados.
TPS. O status de proteção temporária vale só para quem já está nos EUA e é nacional de um país designado, ou apátrida que morava por último nesse país. O Brasil não está entre os países designados, segundo a página do USCIS atualizada em 20 de outubro de 2026.
Status T e U. O status T é para vítima de tráfico de pessoas que está nos EUA, ou num porto de entrada, por causa do tráfico. O U é para vítima de crime ocorrido nos EUA ou que violou lei americana, pode ser pedido de fora do país e tem limite de 10.000 concessões por ano fiscal para os solicitantes principais.
Exemplos que circulam nas redes: o que procede
Em outubro de 2026, vídeos e reportagens sobre entradas nos EUA explicaram o "código DT" e citaram ucranianos, afegãos, haitianos e venezuelanos como exemplos de quem recebeu permissão humanitária. Conferimos cada exemplo nas fontes oficiais.
O que é o código DT no registro de entrada
DT é o código que o CBP registra no I-94 para o parole concedido no porto de entrada. É uma permissão temporária e discricionária: não é visto, não conta como admissão e o código não diz o motivo do parole.
| O que se diz | O que as fontes oficiais mostram | Situação hoje |
|---|---|---|
| Ucranianos entraram com parole depois da invasão de 2022 | Ucranianos entraram pelo programa Uniting for Ukraine, com parole de até 2 anos, e outros receberam parole do CBP na chegada, com o código DT | Formulário de apoiador pausado desde 28 de janeiro de 2025 |
| Afegãos que deixaram o país após a tomada do Talibã | Entraram pela Operation Allies Welcome, em 2021, com códigos próprios desse programa, e não com DT | Exemplo histórico |
| Haitianos que fugiam da violência de gangues | Processo de parole para haitianos, com aviso publicado em 9 de janeiro de 2023 | Encerrado em 25 de março de 2025 |
| Venezuelanos | Processo de parole com aviso publicado em 19 de outubro de 2022, por benefício público significativo e razões humanitárias | Encerrado em 25 de março de 2025 |
| O parole também pode atender a interesse de política externa | O termo legal é benefício público significativo, que inclui razões de aplicação da lei, de segurança nacional e de política externa ou interna | Vigente |
| Quem sai dos EUA perde o parole | Correto. Para voltar, a pessoa precisa de advance parole concedido antes de sair, de um visto ou de um novo parole | Vigente |
| O parole resolve só a entrada | Permite entrar e ficar até a data do I-94, sem status migratório. Nada é automático depois disso | Vigente |
| Quem está nos EUA pode pedir asilo | Pode, em regra até 1 ano depois da chegada, mas precisa comprovar perseguição ou temor fundado | Vigente |
| O green card seria outra via | Green card é residência permanente, não é visto, e o parole não vira residência sozinho | Vigente |
Os programas por nacionalidade foram encerrados ou pausados a partir de 2025. Eles não eram voltados a brasileiros pela nacionalidade, embora alguns admitissem familiares de outras nacionalidades. O parole individual, decidido caso a caso, continua disponível.
Para quem quer entender a residência permanente, o guia com os caminhos do green card, inclusive para refugiados e asilados explica as categorias.
Como a Viaggi Vistos pode ajudar
A Viaggi Vistos é especialista no B1/B2 e não atua com visto de estudo, trabalho ou imigração, nem com parole humanitário. No visto de turismo, a Viaggi assessora o pedido completo e oferece o serviço de solicitação de entrevista de emergência.
Para parole humanitário, asilo ou TPS, procure um advogado de imigração habilitado nos EUA. E desconfie de quem promete resultado: nenhuma assessoria pode garantir a aprovação do seu visto americano.
Fontes consultadas
Todas lidas em 29 de outubro de 2026.
- USCIS: parole humanitário ou por benefício público significativo, página revisada em 5 de outubro de 2026.
- USCIS: orientação sobre provas para cada tipo de pedido de parole, de 11 de outubro de 2022.
- USCIS: página do Formulário I-131, atualizada em 7 de outubro de 2026, e tabela de taxas G-1055, de 28 de outubro de 2026.
- USCIS: página "Humanitarian", asilo, refugiados, TPS, status T e status U.
- Lei de imigração dos EUA: seções 212 (8 U.S.C. 1182), 101(a)(13)(B) (8 U.S.C. 1101) e 208 (8 U.S.C. 1158), edição de 2023, e o regulamento 8 CFR 212.5.
- Departamento de Estado: manual consular, 9 FAM 402.2-4 (visitantes), 9 FAM 403.10 (recusas) e 9 FAM 305.4-3 (waiver).
- Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil: vistos de não imigrante, de 3 de outubro de 2025, e informações importantes sobre vistos, com a Declaração de Atendimento ao Cliente, de 14 de abril de 2026.
- Sistema oficial de agendamento: formulário de Agendamento de Emergência, registrado pela Viaggi Vistos em 29 de setembro de 2026.
- CBP: orientações sobre o parole concedido no porto de entrada (código DT), divulgadas pela agência em maio de 2023.
- Federal Register: Uniting for Ukraine (2022), processos de parole para venezuelanos (2022) e haitianos (2023), encerramento desses processos (25 de março de 2025), taxa de parole da HR-1 (16 de outubro de 2025) e teto de refugiados do ano fiscal de 2027 (2 de outubro de 2026).
- Telegrama do Departamento de Estado de 28 de abril de 2026: texto não publicado em página oficial aberta, reportado pelo Washington Post, pela CNN e por escritórios internacionais de direito migratório.
- Experiência da Viaggi Vistos: entrevistas acompanhadas pela equipe em 2026.
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Perguntas frequentes
Existe visto humanitário para os EUA?
Não existe uma categoria de visto americano chamada visto humanitário. Para visitar um familiar com doença grave, ir a um funeral ou fazer tratamento médico nos EUA, o caminho é o visto de turismo B-2. Quem não consegue o visto a tempo pode pedir ao USCIS o parole humanitário, que é decidido caso a caso e não é visto.
O que é parole humanitário?
É uma permissão temporária para entrar e ficar nos EUA, prevista na seção 212(d)(5) da lei de imigração americana e pedida ao USCIS pelo Formulário I-131. É concedida caso a caso, por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo, costuma durar até 1 ano e não dá status migratório.
Parole humanitário é a mesma coisa que visto?
Não. Segundo o USCIS, o parole não dá status migratório, ao contrário do visto, e quem entra em parole não é considerado admitido pela lei de imigração. O documento de viagem do parole permite embarcar, mas a decisão final é do CBP na chegada.
Posso tirar visto americano para visitar um parente doente nos EUA?
Sim. A visita a parentes é uma das finalidades do visto de turismo B-2. Se um familiar imediato está com doença grave, sofreu acidente com risco de morte ou morreu nos EUA, essa é uma das 10 situações do formulário oficial que podem justificar o pedido de antecipação da entrevista, sempre a critério da Seção Consular. Na experiência da Viaggi Vistos, os pedidos de antecipação por doença grave ou morte de parente nos EUA costumam ser aceitos, mas isso não facilita a aprovação: na entrevista, os vínculos com o Brasil são analisados como em qualquer caso, e o visto pode ser negado. Ter parentes nos EUA não impede a aprovação, mas pesa pelo apoio disponível e exige vínculos com o Brasil mais consistentes.
Existe visto para tratamento médico nos EUA?
Sim, o tratamento médico é uma das finalidades do visto de turismo B-2. O consulado pode pedir 3 documentos: o diagnóstico de um médico do país de residência, a carta do médico ou hospital americano que aceitou o caso, com duração e custo previstos, e a prova de quem paga transporte, tratamento e estadia.
O que é o Formulário I-131?
É o formulário do USCIS para documentos de viagem e de parole. Quem está fora dos EUA o usa para pedir o parole humanitário, junto com o Formulário I-134, a declaração de quem vai sustentar o beneficiário nos EUA. O pedido pode ser feito pela própria pessoa ou por terceiros, que não precisam morar nos EUA nem ser parentes do beneficiário.
Brasileiro pode pedir asilo nos EUA estando no Brasil?
Não. O asilo só pode ser pedido por quem está fisicamente nos EUA ou chegando ao país, em regra até 1 ano depois da chegada, e exige perseguição sofrida ou temor fundado de perseguição por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política. Asilo não é visto e não se pede no consulado.
Quanto tempo dura o parole humanitário?
Em geral até 1 ano, segundo o USCIS, que pode conceder prazo maior conforme o motivo. O parole termina quando vence o prazo registrado no I-94 ou quando a pessoa sai dos EUA, e o governo americano pode encerrá-lo antes. Para ficar além do prazo, é preciso pedir re-parole de dentro dos EUA.








