Resposta Rápida
- Quando começou: 21 de maio de 2026 (CDC Order assinado em 18/05/2026), com renovações em 21/06, 13/07 e 12/08/2026: segue em vigor
- Países afetados: República Democrática do Congo (RDC), Uganda e Sudão do Sul
- RDC (regra mais dura desde meados de julho de 2026): quem esteve na RDC nos 21 dias anteriores não embarca em voo comercial para os EUA
- Uganda e Sudão do Sul: cidadãos americanos e viajantes autorizados a entrar usam apenas os 4 aeroportos designados (IAD, ATL, IAH e JFK, este desde 28/05/2026), com triagem na chegada; para os demais estrangeiros, inclusive green card, a ordem do CDC suspende a entrada, salvo exceções caso a caso
- Janela de risco: qualquer pessoa que esteve nesses países nos últimos 21 dias antes da chegada aos EUA
- Quem está incluído: estrangeiros em geral e residentes permanentes (green card); a proibição de embarque da RDC alcança inclusive cidadãos americanos
- O que esperar na chegada: aferição de temperatura, questionário de saúde e possível isolamento se houver sintomas
Atualização de agosto de 2026: regra mais dura e um quarto aeroporto
Este artigo foi publicado em maio de 2026 e as regras mudaram desde então. O que vale agora:
- São 4 aeroportos designados, não 3. O JFK (Nova York) entrou na lista com efeito a partir de 28 de maio de 2026, somando-se a Washington Dulles (IAD), Atlanta (ATL) e Houston (IAH).
- Quem esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores ao voo não embarca para os EUA. Desde meados de julho de 2026, a regra deixou de ser "pousar nos aeroportos designados" e passou a ser proibição de embarque em qualquer voo comercial com destino aos Estados Unidos, valendo inclusive para cidadãos americanos. É preciso permanecer 21 dias fora da RDC antes de viajar. Conexão e escala técnica na RDC contam, mesmo sem desembarcar.
- Uganda e Sudão do Sul: a régua também subiu para estrangeiros. Sob a ordem vigente, a entrada de estrangeiros que estiveram nesses países nos 21 dias anteriores está suspensa, salvo exceções avaliadas caso a caso; cidadãos americanos e viajantes autorizados entram somente pelos 4 aeroportos designados, com triagem reforçada. Uganda declarou o fim do surto em seu território em 28 de julho de 2026.
- A ordem do CDC segue em vigor. Foi renovada em 21 de junho, 13 de julho e 12 de agosto de 2026. As menções abaixo à validade original de 30 dias refletem o texto de maio.
- Nenhum caso nos EUA. O CDC classifica o risco ao público americano como baixo (página de situação atualizada em 12 de agosto de 2026).
No mesmo período dessas medidas, solicitantes brasileiros passaram a relatar uma pergunta sobre viagens à África na entrevista do visto. Explicamos esse assunto no artigo sobre a pergunta "você já viajou para a África?" na entrevista.
E a restrição por nacionalidade, que é outra política e não alcança turistas brasileiros, está explicada no artigo sobre a suspensão de imigração de países considerados de risco.
Resumo Executivo do Surto de Ebola
Em 18 de maio de 2026, o CDC dos Estados Unidos emitiu uma ordem inédita restringindo a entrada de viajantes vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul por causa de um surto do vírus Ebola variante Bundibugyo. Pela regra original, a partir de 21 de maio, os voos com passageiros que estiveram nesses três países nos últimos 21 dias só podiam pousar em três aeroportos americanos designados: Washington Dulles, Atlanta e Houston (o JFK entrou na lista dias depois, como mostra a atualização no topo).
Na regra original de maio, cidadãos americanos e militares estavam isentos da restrição, e estrangeiros em geral e residentes permanentes legais foram incluídos por uma emenda emitida em 22 de maio. A medida valia inicialmente por 30 dias e vem sendo renovada, e marca a primeira vez que os Estados Unidos impõem uma proibição de entrada em resposta a um surto de Ebola.
O Que Foi Anunciado Sobre a Restrição
No dia 18 de maio de 2026, o CDC publicou uma ordem oficial estabelecendo que voos com passageiros vindos ou que tenham passado pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias antes da chegada nos Estados Unidos só poderiam pousar em aeroportos específicos (três na regra original, quatro desde 28 de maio). Essa decisão tem base legal no 42 CFR Parte 71.40, que dá ao CDC autoridade de quarentena pública sobre voos internacionais.
Em 22 de maio, uma regra interina final ampliou o alcance da medida, incluindo expressamente residentes permanentes legais dos EUA que estiveram nos países afetados. A medida marca a primeira vez que os Estados Unidos impõem uma proibição de entrada em resposta a um surto de Ebola. As respostas anteriores (2014-2015 e 2018-2019) usaram apenas screening reforçado nos aeroportos.
Quais Aeroportos Recebem Entrada de Viajantes
A medida criou um sistema de aeroportos designados. Os voos com passageiros que estiveram em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias devem ser redirecionados para um destes pontos de entrada:
- Washington Dulles International (IAD): obrigatório para voos que decolam após as 23:59 ET de 20 de maio de 2026
- Hartsfield-Jackson Atlanta International (ATL): obrigatório para voos que decolam após as 23:59 ET de 22 de maio de 2026
- George Bush Intercontinental (IAH): obrigatório para voos que decolam após as 23:59 ET de 26 de maio de 2026
- John F. Kennedy International (JFK): incluído na lista com efeito a partir de 28 de maio de 2026
Voos que tentem pousar em qualquer outro aeroporto dos EUA com passageiros nessa categoria podem resultar em recusa de embarque na origem ou no redirecionamento forçado da aeronave. Para quem esteve na RDC, desde meados de julho de 2026 a regra é mais dura: não há embarque para os EUA antes de completar 21 dias fora do país (veja a atualização no topo deste artigo).
Quem é Afetado e Quem Está Isento
A restrição se aplica de forma diferente conforme o status migratório do viajante:
- Cidadão americano: não tem a entrada suspensa; chega pelos 4 aeroportos designados, com triagem (mas a proibição de embarque da RDC, de julho, o alcança)
- Militar dos EUA em serviço: isento, com procedimento próprio
- Residente permanente legal (green card): incluído nas restrições desde a ordem emendada de 22 de maio; sob a ordem vigente, é tratado como estrangeiro coberto, com entrada suspensa salvo exceção caso a caso
- Estrangeiro com visto B1/B2, F1, H1B etc: sob a ordem vigente, entrada suspensa, salvo exceção avaliada caso a caso pela CBP ou pelo CDC
- Estrangeiro com sintomas: pode ser barrado na origem ou isolado na chegada
A ordem emendada de 22 de maio de 2026 incluiu expressamente os green card holders que estiveram nos países afetados, e o CDC negou pedidos posteriores para devolver a isenção. Mesmo quem mora legalmente nos EUA há anos, se passou pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias, está coberto pela suspensão de entrada, salvo exceção avaliada caso a caso.
A Janela dos 21 Dias na Emergência de Saúde Pública
Os 21 dias correspondem ao período máximo de incubação do vírus Ebola, conforme protocolos internacionais de saúde pública. Significa que qualquer pessoa que tenha estado nos três países afetados nesse intervalo é considerada potencialmente exposta, mesmo que esteja completamente assintomática.
Na prática, isso afeta também quem fez conexão em aeroportos da RDC, Uganda ou Sudão do Sul nesse período, quem teve trânsito breve nesses países a turismo ou voluntariado, funcionários de ONGs internacionais que operam nessas regiões, viajantes de safári que combinaram países africanos e voos com escala técnica nesses aeroportos.
O Que Esperar na Chegada aos Estados Unidos
O processo de triagem nos quatro aeroportos designados é executado por agentes da CBP com apoio de equipe médica do CDC posicionada nos terminais. As etapas atuais incluem:
- Aferição de temperatura corporal logo após o desembarque
- Questionário breve sobre histórico de viagem e sintomas (febre, dor de cabeça, sangramento, fadiga extrema, vômitos, diarreia)
- Coleta de dados de contato (endereço de hospedagem, telefone, e-mail) para acompanhamento por autoridades de saúde
- Possível isolamento imediato se o viajante apresentar sintomas compatíveis com Ebola
- Liberação para o destino final com instruções de auto-monitoramento por 21 dias para os assintomáticos
- Mensagens de texto automáticas durante o período de auto-monitoramento, lembrando o viajante de relatar qualquer sintoma
Quem apresenta sintomas durante a triagem é encaminhado para uma unidade médica designada, para avaliação, testes e cuidado, em isolamento.
Duração da Restrição e Saúde Pública
A ordem do CDC teve validade inicial de 30 dias e vem sendo renovada desde então: as prorrogações de 21 de junho, 13 de julho e 12 de agosto de 2026 a mantêm em vigor. O próprio texto da ordem prevê a possibilidade de prorrogação caso o cenário epidemiológico nos países afetados não melhore. Especialistas em saúde pública criticaram a medida, afirmando que proibições amplas de viagem fazem pouco para conter a disseminação depois que um surto já está em curso e podem até dificultar o controle, pois isolam países afetados e reduzem o fluxo de profissionais de saúde e suprimentos.
Impacto Prático para Brasileiros
O Brasil tem fluxo direto baixíssimo com RDC, Uganda e Sudão do Sul. Não existem voos diretos comerciais regulares do Brasil para esses países. Na prática, brasileiros raramente são afetados diretamente. Os casos mais comuns que podem aparecer:
- Profissionais de ONGs e missionários que trabalham em projetos humanitários nessas regiões
- Brasileiros em safári que combinaram Uganda com outros destinos africanos (Quênia, Tanzânia, África do Sul)
- Pesquisadores e jornalistas com trânsito por essas regiões
- Brasileiros residentes em países europeus que fizeram conexão em aeroportos africanos
- Voos com escala técnica em aeroportos da RDC ou Uganda
Se você não esteve fisicamente nesses três países nos últimos 21 dias, sua viagem para os EUA não é afetada. Pode entrar normalmente por qualquer aeroporto americano que aceite voos internacionais. O JFK, MIA, LAX, ORD, MCO e outros continuam recebendo passageiros do Brasil sem qualquer alteração relacionada a essa medida.
Recomendações da Viaggi Vistos
Para quem tem viagem aos EUA marcada e teve qualquer trânsito recente pela África, recomendamos:
- Revisar o passaporte procurando carimbos de imigração da RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias
- Verificar histórico de companhias aéreas confirmando se houve conexão técnica nesses países
- Caso afetado: se esteve na RDC, não há embarque para os EUA antes de completar 21 dias fora do país; se esteve em Uganda ou no Sudão do Sul, confirme com a companhia e com o consulado se a sua entrada é possível e garanta que o voo final pouse em IAD, ATL, IAH ou JFK
- Reservar tempo extra na conexão (mínimo 4 horas) para o processo de triagem
- Manter contato com a companhia aérea para confirmar o redirecionamento
- Cadastrar-se no STEP (Smart Traveler Enrollment Program) do Departamento de Estado para receber alertas oficiais
- Conferir cobertura do seguro saúde para evacuação médica internacional
- Estar preparado para responder ao questionário com clareza, informando datas e cidades visitadas
Para a grande maioria dos brasileiros sem histórico de viagem para essas três regiões da África, nenhuma ação é necessária e a entrada nos EUA continua exatamente como antes.
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Perguntas frequentes
A restrição dos EUA por causa do Ebola afeta quem viaja do Brasil?
Na prática, quase nunca. A regra do CDC vale apenas para quem esteve na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada aos Estados Unidos, e não existem voos diretos comerciais regulares do Brasil para esses países. Se você não passou por esses três países nesse período, a viagem segue normal e a entrada pode ser feita por qualquer aeroporto americano que receba voos internacionais, como JFK, Miami, Los Angeles, Chicago ou Orlando.
Por quais aeroportos dos EUA quem passou por esses países precisa entrar?
Os voos com passageiros que estiveram em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias só podem pousar em quatro aeroportos: Washington Dulles (IAD), Atlanta (ATL), Houston Intercontinental (IAH) e Nova York (JFK), este último incluído com efeito a partir de 28 de maio de 2026. Atenção: para estrangeiros, inclusive green card, a ordem do CDC suspende a própria entrada, salvo exceções caso a caso. E quem esteve na República Democrática do Congo está em situação mais dura: desde meados de julho de 2026 não embarca em nenhum voo comercial com destino aos EUA e precisa completar 21 dias fora da RDC antes de viajar.
Quem esteve na RDC pode entrar nos EUA pelos aeroportos designados?
Não mais. Essa possibilidade valia nas regras de maio de 2026. Desde meados de julho, quem esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores não embarca em voo comercial para os Estados Unidos, mesmo sendo cidadão americano, e precisa completar 21 dias fora da RDC antes de viajar. Os aeroportos designados seguem valendo para quem esteve em Uganda ou no Sudão do Sul.
Por que a regra fala em 21 dias?
Os 21 dias correspondem ao período máximo de incubação do vírus Ebola, conforme protocolos internacionais de saúde pública. Por isso, quem esteve nos três países afetados nesse intervalo é tratado como potencialmente exposto, mesmo estando completamente sem sintomas. A contagem é feita para trás, a partir da data de chegada aos Estados Unidos.
Quem tem green card também precisa seguir essa regra?
Sim, e a situação do green card ficou mais dura. A ordem emendada de 22 de maio de 2026 incluiu expressamente os residentes permanentes legais, e a ordem vigente trata o green card como estrangeiro coberto: quem esteve na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores tem a entrada suspensa, salvo exceção avaliada caso a caso, e o CDC negou pedidos para devolver a isenção. No caso da RDC, desde meados de julho de 2026 não há sequer embarque antes de completar 21 dias fora do país, regra que alcança inclusive cidadãos americanos.
Fiz só uma conexão ou escala em um desses países. Isso conta?
Conta. A regra considera qualquer passagem pelos três países nos 21 dias anteriores à chegada aos Estados Unidos, incluindo conexão em aeroporto, trânsito breve a turismo ou voluntariado e até escala técnica do voo. Por isso vale conferir os carimbos de imigração no passaporte e o histórico da companhia aérea para confirmar se houve parada na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul.
O que acontece na chegada ao aeroporto americano?
A triagem é feita por agentes da CBP com apoio de equipe médica do CDC posicionada no terminal. Inclui aferição de temperatura logo após o desembarque, um questionário sobre histórico de viagem e sintomas, e coleta de endereço de hospedagem, telefone e e-mail para acompanhamento das autoridades de saúde. Quem está sem sintomas é liberado para o destino final com instrução de auto-monitoramento por 21 dias e recebe mensagens de texto automáticas nesse período.
E se a pessoa chegar com febre ou outro sintoma?
Quem apresenta sintomas compatíveis com Ebola durante a triagem pode ser isolado imediatamente e encaminhado a uma unidade médica designada para avaliação, testes e cuidado. Os sinais avaliados no questionário incluem febre, dor de cabeça, sangramento, fadiga extrema, vômitos e diarreia.
Até quando essa restrição vale?
A ordem original do CDC foi assinada em 18 de maio de 2026 com validade inicial de 30 dias, mas foi renovada em 21 de junho, 13 de julho e 12 de agosto de 2026 e segue em vigor. Como o cenário epidemiológico muda com frequência, confirme a situação vigente antes de viajar.







