Em 2026-09-30, o Consulado dos EUA no Rio de Janeiro divulgou que Dallas/Fort Worth (DFW) e Seattle (SEA) entraram na lista de aeroportos com instalação registrada no CDC para receber cães. Com isso, são 8 aeroportos por onde um cachorro vacinado no Brasil pode chegar aos Estados Unidos.
A mudança importa porque o Brasil está na lista de alto risco de raiva canina do CDC. Para quem sai daqui com o cachorro, o aeroporto de chegada não é escolha livre: só vale um dos 8 da lista, e agora há duas opções a mais.
Este guia reúne as regras do CDC, do USDA e do MAPA, com a data em que cada fonte foi lida, e mostra o que vale para gatos.
A Viaggi Vistos não faz o transporte de animais nem emite documentos veterinários. Para a documentação do seu pet, procure um médico veterinário habilitado a pedir o e-CVI no gov.br ou uma empresa especializada em transporte de animais. O visto de quem viaja com o animal é outro assunto, explicado no nosso guia do visto americano de turismo (B1/B2).
Os 8 aeroportos que recebem cães do Brasil: Dallas e Seattle são os novos
A página de instalações registradas do CDC, atualizada em 2026-09-01, lista os 8 aeroportos abaixo. Dallas/Fort Worth e Seattle são as novidades divulgadas pelo Consulado dos EUA no Rio de Janeiro em 2026-09-30.
| Aeroporto | Código | Observação do CDC |
|---|---|---|
| Atlanta (Geórgia) | ATL | Sem restrição adicional publicada |
| Dallas/Fort Worth (Texas), novo na lista | DFW | O cão precisa chegar ao aeroporto internacional DFW |
| Los Angeles (Califórnia) | LAX | Chegada como carga é a preferida, para evitar atraso na liberação |
| Miami (Flórida) | MIA | Sem restrição adicional publicada |
| Nova York | JFK | Em Nova York, só o JFK |
| Filadélfia (Pensilvânia) | PHL | Sem restrição adicional publicada |
| Seattle (Washington), novo na lista | SEA | Só aceita reserva de cão que viaja como carga |
| Washington (aeroporto Dulles) | IAD | Sem restrição adicional publicada |
Cada aeroporto tem uma instalação registrada, a animal care facility, onde o cão faz exame veterinário e é revacinado contra a raiva. A reserva é feita diretamente com a instalação, antes da viagem, e os custos são do tutor.
Cuidado com informação antiga
Páginas de 2021 e 2022, inclusive uma notícia do MAPA de 2022 que continua no ar, falam em 18 pontos de entrada e em Import Permit (autorização de importação). Essas regras eram da suspensão temporária que o CDC aplicou a cães de países de alto risco a partir de 2021-07-14, e foram substituídas pelas regras atuais em 2024-08-01.
O manual do MAPA para os EUA, atualizado em 2025-09-04, ainda usa o termo "Import Permit" para o que hoje o CDC chama de CDC Dog Import Form. Neste guia, usamos o nome atual do CDC.
Por que o Brasil está na lista de alto risco de raiva
O CDC mantém uma lista de países e territórios considerados de alto risco para a entrada de raiva canina nos EUA. Na versão atualizada em 2026-04-15, são 111 nomes, e o Brasil está entre eles.
Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai não estão na lista. Isso não ajuda quem sai do Brasil: a regra olha onde o cão esteve nos 6 meses anteriores à entrada, e não só o país do último voo.
Pela página de conexões do CDC, atualizada em 2026-04-29, um cão que passou pelo Brasil nesse período segue as regras de alto risco mesmo que o voo para os EUA parta de outro país.
Requisitos por perfil: cão do Brasil, cão de país de baixo risco e gato
As exigências mudam conforme o animal e os países por onde ele passou nos 6 meses anteriores à entrada nos EUA. A tabela resume as regras do CDC e, para quem sai do Brasil, as do MAPA.
| Exigência | Cão que esteve no Brasil (alto risco) | Cão só em país de baixo risco | Gato |
|---|---|---|---|
| Idade mínima | 6 meses na data da entrada | 6 meses na data da entrada | Mais de 120 dias no embarque, para o e-CVI do MAPA |
| Microchip | Obrigatório, implantado antes da vacina antirrábica | Obrigatório, legível por leitor universal | Não exigido; o MAPA recomenda |
| Vacina antirrábica | Obrigatória | Não exigida pelo CDC | Não exigida pelo CDC; o MAPA exige para o gato com mais de 90 dias sair do Brasil |
| Sorologia antirrábica | De laboratório aprovado pelo CDC; sem ela, 28 dias de quarentena | Não exigida | Não exigida |
| Certificado veterinário oficial | e-CVI do MAPA | Não exigido pelo CDC | e-CVI do MAPA para sair do Brasil |
| CDC Dog Import Form | Obrigatório, vale para uma entrada | Obrigatório, recibo vale 6 meses | Não se aplica |
| Onde pode chegar | Só nos 8 aeroportos com instalação registrada, com reserva | Qualquer aeroporto, porto ou fronteira terrestre | Sem lista de aeroportos do CDC |
| Na chegada | Exame e revacinação na instalação registrada | Chegar aparentando boa saúde | Chegar aparentando boa saúde |
O cão de país de baixo risco é aquele que passou os 6 meses anteriores à entrada só em países fora da lista do CDC. Para ele, desde 2024-08-01, o único documento exigido pelo CDC é o recibo do CDC Dog Import Form, que vale por 6 meses e para várias entradas.
O USDA tem exigências próprias para cães vindos de áreas com bicheira ou febre aftosa, como o Brasil. Elas estão explicadas na seção de documentos, logo abaixo.
Documentos para levar cachorro do Brasil para os EUA
Desde 2024-08-01, quando entraram em vigor as regras atuais do CDC, todo cão que entra nos EUA precisa ter pelo menos 6 meses, microchip e o recibo do CDC Dog Import Form. Para o cão vacinado no Brasil, cada documento tem prazo próprio.
Microchip antes da vacina
O CDC aceita microchip de qualquer marca, desde que seja lido por um leitor universal. Se o número do chip começa com um dígito diferente de 9, confirme com o veterinário se ele é legível.
O chip precisa ser implantado antes da vacina antirrábica. Vacina aplicada antes do chip não vale para o CDC, e o número do microchip deve constar em todos os documentos.
Vacina antirrábica
O CDC aceita a primeira vacina a partir de 12 semanas de vida. No Brasil, porém, o MAPA informa que a vacina só é considerada válida a partir dos 90 dias de vida, e é essa regra que vale para o cão sair do país.
Se for a primeira dose, ela precisa ter sido aplicada pelo menos 28 dias antes da entrada nos EUA. Confira também se a vacina não vence durante a viagem.
Sorologia antirrábica
É o exame de sangue que comprova a imunidade à raiva. O CDC só aceita resultado de laboratório da sua lista, atualizada em 2026-07-13, que tem 3 laboratórios no Brasil:
- Núcleo de Pesquisas em Raiva;
- Tecsa Laboratórios;
- Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).
A coleta deve ocorrer pelo menos 30 dias depois da primeira vacina válida e pelo menos 28 dias antes da entrada, com resultado de pelo menos 0,5 UI/mL. Como o prazo de resultado varia entre os laboratórios, o CDC recomenda combinar a coleta com o veterinário com 60 dias ou mais de antecedência.
O laudo precisa estar em inglês ou ter tradução certificada, e deve vir direto do laboratório aprovado. O resultado aprovado vale pela vida do cão, desde que a vacinação não atrase e o laboratório continue aprovado.
Sem sorologia válida, o cão entra, mas passa 28 dias em quarentena na instalação registrada, com custos do tutor.
e-CVI: o certificado do MAPA
O CDC exige que o cão vacinado fora dos EUA tenha um certificado de vacinação e microchip endossado por veterinário oficial do país de origem. O CDC informa que alguns países usam variações aprovadas desse formulário.
No Brasil, segundo o Manual do Cidadão do MAPA para os EUA, atualizado em 2025-09-04, esse papel é cumprido pelo e-CVI, o Certificado Veterinário Internacional eletrônico, assinado digitalmente pelo veterinário oficial, por acordo entre o MAPA e o CDC.
Pela página do MAPA lida em 2026-09-30, o pedido para os EUA é feito exclusivamente por médico veterinário habilitado no gov.br. O processo pode ser aberto até 30 dias antes, mas o exame clínico e o atestado de saúde do cão só são aceitos de 2 a 5 dias antes do embarque. O manual informa prazo de 48 horas corridas para a emissão depois do envio, se a documentação estiver correta.
O e-CVI precisa ser impresso e levado na viagem. O CDC recomenda levar duas cópias do certificado, porque a companhia aérea pode ficar com uma.
Bicheira e febre aftosa: exigências do USDA
Além do CDC, o USDA tem regras para cães vindos de áreas com bicheira (screwworm) ou febre aftosa. Na tabela do USDA lida em 2026-09-30, o Brasil aparece como área com bicheira e com febre aftosa, exceto Santa Catarina para a aftosa.
Para a bicheira, o cão precisa de certificado de veterinário oficial do governo atestando inspeção nos 5 dias anteriores ao embarque. O USDA aceita que essa declaração esteja dentro do certificado sanitário emitido no país de origem.
O manual do MAPA informa que o e-CVI para os EUA segue modelo acordado com o USDA e o CDC, e o exame clínico exigido pelo MAPA já fica dentro dos 5 dias antes do embarque. Mesmo assim, confirme com o veterinário habilitado que o certificado emitido traz a declaração sobre bicheira.
Para a aftosa, não há documento, mas o USDA lista estes requisitos:
- o pelo e a forração da caixa de transporte livres de sujeira, feno ou palha em excesso;
- banho no cão assim que ele chegar ao destino;
- 5 dias longe de animais de criação depois da entrada nos EUA.
CDC Dog Import Form
É o formulário online do CDC, gratuito, com um recibo por cão. Ele pede uma foto recente do cão; para cão com menos de 1 ano, a foto deve ter sido tirada nos 15 dias anteriores à chegada.
Para o cão que esteve no Brasil, o formulário pede a confirmação da reserva na instalação registrada, e o recibo vale para uma única entrada, na data de chegada informada. Se a data ou o aeroporto mudar, é preciso enviar um formulário novo. O recibo pode ser impresso ou mostrado no celular.
Passo a passo para levar o cachorro do Brasil para os EUA
O CDC recomenda começar 60 dias ou mais antes da viagem no caso de cão vacinado fora dos EUA. Para um filhote, a idade mínima de 6 meses costuma ser o prazo decisivo.
- Confira o microchip e a vacina. Com 60 dias ou mais de antecedência, veja com o veterinário se o chip é legível por leitor universal e se foi implantado antes da vacina antirrábica.
- Consulte a companhia aérea. Confirme se ela leva cão vindo do Brasil, na cabine, no porão ou como carga, e para qual dos 8 aeroportos.
- Colete a sorologia. O sangue vai para um laboratório aprovado pelo CDC pelo menos 30 dias depois da primeira vacina válida e até 28 dias antes da entrada.
- Reserve a instalação registrada. A reserva é feita no aeroporto de chegada, diretamente com a instalação, e é pedida no CDC Dog Import Form.
- Peça o e-CVI. O veterinário habilitado no gov.br pode abrir o processo até 30 dias antes; o exame clínico e o atestado de saúde são feitos de 2 a 5 dias antes do embarque.
- Preencha o CDC Dog Import Form. Informe a data e o aeroporto de chegada, que precisam bater com a reserva.
- Separe os documentos para o dia da viagem. Leve o recibo do CDC, duas cópias impressas do e-CVI, o laudo da sorologia e a confirmação da reserva.
- Na chegada, siga para a instalação registrada. Só depois do exame e da revacinação o cão pode seguir em voo doméstico ou outro transporte dentro dos EUA.
Na chegada: o que acontece no aeroporto
O cão vacinado no Brasil vai para a instalação registrada, onde passa por exame veterinário e é revacinado com vacina licenciada nos EUA. Voo doméstico ou qualquer outro deslocamento dentro dos EUA só é permitido depois desses serviços, segundo o CDC.
Segundo a DFW Pet Lounge, instalação registrada em Dallas, em página lida em 2026-09-30, o cão que chega na cabine ou como bagagem também passa por liberação aduaneira de carga antes de seguir para a instalação. A empresa estima de 2 a 3 horas para essa etapa, informa que o cão não é retirado na esteira de bagagem e recomenda confirmar, antes de comprar a passagem, se a companhia aérea consegue emitir em DFW o documento de carga exigido.
Se o cão chegar sem os documentos exigidos, ele pode ter a entrada negada e ser devolvido ao último país de partida, com custos do tutor. O cão que esteve em país de alto risco e não tem vacina antirrábica não entra nos EUA.
Dá para ir direto para Orlando?
Não, se o cão foi vacinado no Brasil. Orlando (MCO) não está entre os 8 aeroportos com instalação registrada no CDC.
Quem vai para Orlando precisa desembarcar com o cão em um dos 8 aeroportos, como Miami ou Atlanta, e só depois dos serviços da instalação seguir viagem. Se a viagem é a passeio, veja também o que fazer em Orlando e o que fazer em Miami.
A quarentena de 28 dias pode ser menor?
Pode, em casos específicos. O CDC permite encurtar a quarentena do cão sem sorologia válida quando todas estas condições se cumprem:
- O cão é pet ou cão de serviço.
- Tem pelo menos 2 vacinas antirrábicas aplicadas no intervalo do calendário americano.
- Está saudável no exame veterinário.
- Passa por um protocolo de sorologia pedido pela instalação e aprovado pelo CDC.
Cão importado para resgate, adoção, revenda ou transferência de dono não tem essa opção. Os custos do protocolo são do tutor.
Cachorro vacinado nos EUA
Se o seu cão foi vacinado nos EUA e veio ao Brasil, a regra é outra. Ele precisa da Certification of U.S.-issued Rabies Vaccination, um formulário próprio do CDC (não é o certificado comum de vacina), emitido por veterinário credenciado pelo USDA e endossado antes de o cão sair dos EUA.
Com esse documento e o recibo do CDC, o cão pode entrar por qualquer aeroporto, porto ou fronteira terrestre, desde que seja o local informado no formulário.
No lugar desse formulário, o CDC ainda aceita o certificado sanitário de exportação endossado pelo USDA, consultável no banco de dados do órgão e emitido até 2025-07-31, desde que traga a idade do cão (pelo menos 6 meses), o número do microchip e a vacina antirrábica americana ainda válida, aplicada depois do chip. Certificado de exportação emitido depois dessa data não serve para voltar. Sem nenhum dos dois documentos, o cão passa a seguir as regras de cão vacinado fora dos EUA (página do CDC atualizada em 2026-04-28, lida em 2026-09-30).
Gatos: o que o CDC, o USDA e o MAPA exigem
Para o CDC, o gato precisa chegar aparentando boa saúde, e não há exigência de comprovante de vacina antirrábica, embora o CDC recomende a vacina. O USDA informa, em página atualizada em 2025-12-24, que não tem exigência sanitária para gato de estimação.
Do lado brasileiro, o gato também sai com e-CVI. Pela página do MAPA lida em 2026-09-30, o pedido para os EUA é feito por veterinário habilitado de 3 a 10 dias antes do embarque, e o manual do MAPA exige que o gato tenha mais de 120 dias na data do embarque.
O manual do MAPA para os EUA informa que a lei brasileira exige vacina antirrábica para o gato com mais de 90 dias sair do país. O microchip não é obrigatório para gato, mas o MAPA recomenda.
Havaí, Alasca e territórios americanos
O CDC informa que não há instalação registrada no Alasca, no Havaí nem nos territórios americanos. Por isso, o cão vacinado no Brasil não pode entrar nos EUA por esses destinos.
O Havaí e Guam também têm regras locais de quarentena: segundo o CDC, elas valem para todo gato que chega lá, mesmo vindo do continente americano. Consulte o Departamento de Agricultura do Havaí antes de planejar a viagem com qualquer animal.
Cabine, porão ou carga: o que perguntar à companhia aérea
A regra do CDC não obriga nenhuma companhia a levar o seu pet. Cada empresa define se aceita cão e gato na cabine, no porão ou só como carga, e em quais rotas.
Dois exemplos, em páginas lidas em 2026-09-30:
- A American Airlines informa que não aceita pet na cabine em voos de ou para o Brasil, que não aceita como bagagem de mão cão que esteve em país de alto risco e que só aceita pet despachado para militares da ativa e servidores do Serviço Exterior dos EUA em viagem oficial. A American Airlines Cargo informa que suspendeu novas reservas de cão vindo de país de alto risco. Fora do caso de militares e servidores do Serviço Exterior em viagem oficial, a empresa não leva cão que sai do Brasil.
- A LATAM informa restrições na rota entre Brasil e EUA, lista JFK, ATL, LAX e MIA como seus destinos com instalação registrada, diz que Orlando e Boston não recebem cão vacinado fora dos EUA vindo de país de alto risco e informa que não envia nenhum animal de estimação para Orlando.
Antes de comprar a passagem, confirme com a companhia:
- Se ela aceita cão vindo do Brasil no aeroporto de chegada escolhido.
- Se o pet vai na cabine, no porão ou como carga.
- Quais são os limites de tamanho, peso, raça e caixa de transporte.
- Que documentos ela confere no embarque.
As duas companhias consultadas não aceitam animal sedado. Em Seattle, lembre que a instalação só aceita reserva de cão que viaja como carga.
Voltar ao Brasil com o pet
Segundo o manual do MAPA para os EUA, atualizado em 2025-09-04, o e-CVI de saída vale para o retorno por 60 dias a partir da emissão, desde que a vacina antirrábica esteja válida.
Depois desse prazo, é preciso um novo certificado emitido pelo serviço veterinário oficial do país onde o animal estiver, seguindo o modelo do MAPA.
Se o cão for voltar aos EUA em outra viagem, as perguntas frequentes do CDC, atualizadas em 2026-08-27, explicam que o cão vacinado na instalação registrada pode receber a Certification of U.S.-issued Rabies Vaccination. Para isso, ele precisa ficar nos EUA até o veterinário enviar o formulário ao USDA, o que só pode ocorrer 28 dias depois da vacina, e até o USDA endossá-lo, o que pode levar semanas.
E o seu visto?
O pet tem regras próprias, mas quem viaja com ele também precisa estar com a documentação em dia. Para viajar a passeio, o brasileiro precisa de visto americano válido, em geral o de turismo e negócios (B1/B2). Veja como funciona a assessoria do visto americano de turismo da Viaggi.
Para o restante da viagem, veja nosso guia da primeira viagem aos Estados Unidos, as dicas para passar pela imigração americana e a lista de remédios brasileiros proibidos nos EUA.
Fontes conferidas em 2026-09-30
- CDC, importação de cães: instalações registradas (atualizada em 2026-09-01), países de alto risco (2026-04-15), perguntas frequentes (2026-08-27), conexões (2026-04-29), laboratórios aprovados (2026-07-13) e documentos para veterinários (2026-04-28).
- CDC, outros animais: regra para gatos (2025-08-22).
- USDA APHIS: cães (2026-04-01), gatos (2025-12-24) e tabela de situação sanitária por país.
- MAPA: página "Sair do Brasil" e Manual do Cidadão EUA (atualizado em 2025-09-04).
- Consulado dos EUA no Rio de Janeiro: post de 2026-09-30.
- Instalação e companhias aéreas: DFW Pet Lounge, LATAM, American Airlines e American Airlines Cargo.
As regras mudam: confira a página do CDC antes de comprar a passagem.
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Perguntas frequentes
Quais aeroportos dos EUA recebem cachorro vindo do Brasil?
São 8 aeroportos, pela lista do CDC atualizada em 2026-09-01: Atlanta (ATL), Dallas/Fort Worth (DFW), Los Angeles (LAX), Miami (MIA), Nova York (JFK), Filadélfia (PHL), Seattle (SEA) e Washington (IAD). Dallas/Fort Worth e Seattle são as novidades divulgadas pelo Consulado dos EUA no Rio de Janeiro em 2026-09-30. O cão vacinado no Brasil precisa de reserva na instalação registrada do aeroporto de chegada, e em Seattle a reserva só vale para cão que viaja como carga.
O que precisa para levar cachorro para os EUA saindo do Brasil?
Como o Brasil está na lista de alto risco de raiva canina do CDC (versão atualizada em 2026-04-15), o cão precisa ter pelo menos 6 meses na data da entrada, microchip implantado antes da vacina antirrábica, vacina válida, e-CVI do MAPA, reserva na instalação registrada do aeroporto de chegada e recibo do CDC Dog Import Form. Sem sorologia de laboratório aprovado pelo CDC, ele cumpre 28 dias de quarentena. A regra vale para o cão que esteve no Brasil nos 6 meses anteriores à entrada, mesmo com conexão em outro país.
Cachorro precisa de sorologia para entrar nos EUA?
Para evitar 28 dias de quarentena, sim. O cão vacinado no Brasil precisa de sorologia antirrábica com resultado de pelo menos 0,5 UI/mL, feita em laboratório aprovado pelo CDC. A coleta deve ocorrer pelo menos 30 dias depois da primeira vacina válida e pelo menos 28 dias antes da entrada. No Brasil, 3 laboratórios estão na lista do CDC, atualizada em 2026-07-13.
O que é o CVI do cachorro para os EUA?
É o Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo MAPA em formato eletrônico (e-CVI). Para os EUA, segundo a página do MAPA lida em 2026-09-30, o pedido é feito exclusivamente por médico veterinário habilitado no gov.br, com exame clínico do cão de 2 a 5 dias antes do embarque. Pelo manual do MAPA atualizado em 2025-09-04, o e-CVI substitui o certificado de vacina e microchip exigido pelo CDC, vale 5 dias para o embarque do cão e 60 dias para o retorno ao Brasil, desde que a vacina antirrábica esteja válida.
O CDC Dog Import Form é pago?
Não. O formulário é gratuito, preenchido online, e cada cão precisa do seu. Para o cão que esteve no Brasil, o recibo vale para uma única entrada, na data de chegada informada. Se a data ou o aeroporto mudar, é preciso enviar um formulário novo.
Dá para viajar com cachorro de avião na cabine para os EUA?
Depende da companhia aérea e do aeroporto de chegada. A instalação de Seattle só aceita cão que viaja como carga e, em Los Angeles, o CDC recomenda a carga para evitar atraso na liberação. Em páginas lidas em 2026-09-30, a American Airlines informa que não aceita pet na cabine em voos de ou para o Brasil, e a American Airlines Cargo informa que suspendeu novas reservas de cão vindo de país de alto risco. Confirme com a companhia antes de comprar a passagem.
O que precisa para levar gato para os Estados Unidos?
Pelo CDC, o gato só precisa chegar aparentando boa saúde: a vacina antirrábica não é exigida, mas é recomendada, e o USDA não tem exigência sanitária para gato de estimação. Para sair do Brasil, porém, o gato precisa de e-CVI do MAPA, pedido por veterinário habilitado de 3 a 10 dias antes do embarque, e de vacina antirrábica, que a lei brasileira exige para gatos com mais de 90 dias. O manual do MAPA exige que o gato tenha mais de 120 dias na data do embarque, e o Havaí aplica quarentena própria.








