Resposta rápida

  • A carta convite é uma carta de alguém nos Estados Unidos (anfitrião, amigo, parente ou empresa) convidando e se dispondo a receber você, ou de quem vai ajudar a custear a viagem.
  • ❌ Ela não é documento obrigatório do visto americano e não garante a aprovação.
  • ✅ O que decide o visto de turismo e negócios (B1/B2) é o seu perfil e os seus vínculos com o Brasil, não a carta.
  • ⚠️ Se o convite vem de um parente próximo morando nos EUA, pode até aumentar a exigência do cônsul.
  • 📌 A carta se conecta ao campo Contato nos EUA do DS-160, mas tem papel secundário.

O que é a carta convite do visto americano

A carta convite é um documento informal em que uma pessoa ou empresa nos Estados Unidos declara que está convidando você para uma visita e, muitas vezes, que vai te hospedar ou servir de referência durante a viagem. É comum em casos de visita a amigos e familiares, participação em eventos, feiras e reuniões de negócios.

Não existe um modelo oficial exigido pelo consulado. A carta pode ser escrita pela própria pessoa que te recebe, com os dados dela, os seus e o motivo e período da visita. Entre os tipos de visto americano, o usado nessas situações é o B1/B2 (turismo e negócios), o mesmo que a maioria dos brasileiros solicita.

A carta convite não é obrigatória (e não garante nada)

Este é o ponto que mais confunde. A carta convite não faz parte dos documentos exigidos para o visto de turismo. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o que você realmente precisa é do DS-160 preenchido, do passaporte válido, da foto no padrão e do comprovante da taxa MRV (US$ 185 por pessoa). A carta convite não está nessa lista.

E, mesmo quando existe, ela não garante o visto. Nenhum documento garante. A decisão é do oficial consular na entrevista e depende de convencer o cônsul de que você volta ao Brasil. Uma carta bem escrita não substitui isso.

Carta convite x custeador: não confunda

Muita gente mistura dois papéis diferentes:

Aspecto Carta convite Carta de custeador
Quem escreve Quem te recebe ou hospeda nos EUA Quem paga a sua viagem
Função Referência e convite para a visita Assumir os custos da viagem
Onde aparece no DS-160 Campo "Contato nos EUA" Campo de quem paga a viagem
É obrigatória? Não Não

A mesma pessoa pode fazer as duas coisas (por exemplo, um filho que mora nos EUA convida e paga a viagem dos pais), mas os papéis são distintos. Quem banca a viagem é o custeador ou patrocinador, e é esse nome que entra no campo de quem financia a viagem no formulário.

O que a carta convite costuma conter

Se você vai anexar ou levar uma carta convite, o ideal é que ela seja simples, verdadeira e traga:

📌 Dados de quem convida: nome completo, situação nos EUA (cidadão, residente ou portador de visto) e documento. 📌 Endereço completo nos EUA: rua, cidade, estado e ZIP code. 📌 Contato: telefone e e-mail. 📌 Relação com você: amigo, parente, colega de negócios ou anfitrião. 📌 Motivo e período da visita: o que você vai fazer e as datas aproximadas. 📌 Hospedagem: se você vai ficar na casa dessa pessoa ou em hotel. 📌 Quem paga o quê: se a pessoa cobre alguma despesa (isso a aproxima de uma carta de custeador). 📌 Data e assinatura de quem escreveu.

⚠️ O consulado americano não exige firma reconhecida nem carta em cartório para o B1/B2. Carta em inglês facilita a leitura do cônsul, mas o essencial é que as informações sejam reais e coerentes.

Como a carta se conecta ao DS-160

A pessoa que te convida costuma ser exatamente quem você informa no campo U.S. Point of Contact (Contato nos EUA) do DS-160. Por isso os dados da carta e os do formulário precisam bater. Se quiser entender esse campo em detalhe, veja o guia de o que colocar em contato nos EUA no DS-160.

A palavra que importa aqui é coerência. O contato, o endereço onde você vai ficar e o motivo declarado da viagem precisam contar a mesma história. Contradição entre a carta, o DS-160 e o que você fala na entrevista chama a atenção do cônsul, e no sentido ruim.

Quando a carta ajuda e quando pode atrapalhar

Pode ajudar a dar sentido à viagem: mostra onde você vai ficar, quem te recebe e por que está indo (um casamento, um evento, uma visita). Isso organiza a narrativa.

Não vende o visto sozinha. O cônsul não aprova por causa do convite, e sim pelo conjunto do seu perfil.

⚠️ Pode até atrapalhar quando o convite vem de um parente próximo morando nos EUA. Para o consulado, ter família recebendo você sugere uma rede de apoio pronta para uma permanência mais longa. Explicamos esse mecanismo em parentes nos EUA e por que isso pode dificultar seu visto. Nesses casos, a carta pesa menos do que a sua comprovação de que a sua vida está firmada no Brasil.

O que realmente decide: seus vínculos com o Brasil

Se tem uma frase para guardar deste guia, é esta: foque em comprovar os seus vínculos, a carta é secundária. O visto B1/B2 é avaliado pela regra da seção 214(b), que presume que todo solicitante quer imigrar até provar o contrário. Quem tira essa dúvida do cônsul não é o anfitrião nem o convite, é você.

O que pesa de verdade são os 3 vínculos principais para o visto ser aprovado: emprego e renda, formação e vida construída no Brasil, e histórico de viagens internacionais com retorno. Emprego estável, família aqui, patrimônio e uma rotina que claramente te traz de volta valem mais do que qualquer carta convite.

É por isso que fazer o processo com apoio de quem faz isso todo dia aumenta muito a chance de aprovação. A Viaggi Vistos já aprovou mais de 90 mil brasileiros no visto americano e faz uma análise inicial gratuita do seu perfil, apontando o que reforçar antes de agendar a entrevista.

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FAQ - Perguntas Frequentes

A carta convite é obrigatória para o visto americano?

Não. A carta convite não faz parte dos documentos exigidos pelo consulado para o visto de turismo e negócios (B1/B2). O obrigatório é o DS-160, o passaporte válido, a foto no padrão e o comprovante da taxa MRV. A carta é opcional.

A carta convite garante a aprovação do visto?

Não. Nenhum documento garante o visto. A decisão é do oficial consular na entrevista e depende do seu perfil e dos seus vínculos com o Brasil, não da carta. Uma carta convite não substitui a comprovação de que você volta ao Brasil.

A carta convite ajuda na aprovação?

Às vezes ajuda a dar coerência à viagem, porque mostra onde você vai ficar e quem te recebe. Mas raramente é decisiva. Carta de parente próximo morando nos EUA pode até aumentar a exigência do cônsul, porque sugere uma rede de apoio pronta para você ficar.

A carta convite precisa de firma reconhecida?

Para o visto americano B1/B2, não. O consulado não exige firma reconhecida em cartório nem modelo oficial da carta convite, que é um documento informal. Reconhecer firma é hábito de outros processos, não uma regra do visto de turismo.

Quem pode fazer a carta convite?

Qualquer pessoa ou empresa nos Estados Unidos que vá te receber: um amigo, um parente, um anfitrião, um parceiro de negócios ou a organização de um evento. O ideal é que a pessoa informe nome completo, endereço nos EUA, telefone e a relação com você.

Carta convite é a mesma coisa que carta de custeador?

Não. A carta convite é de quem te recebe ou hospeda nos EUA. A carta de custeador (ou patrocinador) é de quem paga a sua viagem, e é isso que entra no campo de quem financia a viagem no DS-160. Uma pessoa pode fazer as duas coisas, mas os papéis são diferentes.