Vai para os Estados Unidos e está em dúvida se precisa tomar a vacina da febre amarela?
Se o seu voo for direto para os Estados Unidos ou tiver escala no Panamá, a resposta é não: não é necessário apresentar o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela (CIVP).
Os Estados Unidos não exigem o certificado de nenhum viajante, segundo a lista de países da Organização Mundial da Saúde (edição de 2022, revisada em 3 de janeiro de 2023, lida em 30 de setembro de 2026).
No Panamá, a Autoridade de Turismo do Panamá informou em 30 de junho de 2025 que, por medida do Ministério da Saúde panamenho (MINSA), quem viaja do Brasil não precisa apresentar o certificado para entrar no país. Em nota de 8 de julho de 2025, o próprio MINSA confirmou que não está exigindo o certificado de quem entra no Panamá (páginas relidas em 1º de outubro de 2026, sem norma panamenha posterior encontrada).
A Copa Airlines, que tem em Tocumen o seu centro de conexões, segue a mesma linha. Na ferramenta de requisitos de viagem da Copa, consultada em 1º de outubro de 2026 para brasileiro residente no Brasil, o CIVP não aparece entre os documentos para entrar no Panamá nem para a conexão em Tocumen. Para o trecho até os Estados Unidos, a ferramenta pede só o passaporte e o visto americano.
Quem só faz conexão no aeroporto de Tocumen, sem sair do aeroporto, já era dispensado mesmo quando a exigência valia, segundo a orientação do MINSA para viajantes vindos do Brasil, de fevereiro de 2017 (lida em 30 de setembro de 2026).
Quem for sair do aeroporto e ficar no Panamá encontra uma ressalva no site oficial de turismo do país. O Visit Panamá (lido em 1º de outubro de 2026) diz que o certificado não é exigido na entrada, mas recomenda levar o cartão de vacinação a quem vem do Brasil e avisa que o país pode pedi-lo a quem entra.
As listas da Anvisa (atualizada em dezembro de 2022), da OMS (edição de 2022, ainda a mais recente publicada) e do CDC americano (trecho atualizado em 23 de abril de 2025), lidas em 1º de outubro de 2026, ainda incluem o Panamá entre os países que exigem o certificado; a OMS e o CDC especificam a exigência para quem chega de país com risco de febre amarela, como o Brasil, a partir de 1 ano de idade. A página geral de vacinas da LATAM, sem data e lida no mesmo dia, também cita o Panamá entre os destinos que exigem a vacina. As três listas oficiais são anteriores ao comunicado panamenho de 30 de junho de 2025, e a regra de entrada é definida pelo próprio país.
Se o seu voo tiver escala na Colômbia, a regra oficial também dispensa o certificado de quem vem do Brasil, mas a orientação prática é levar o CIVP.
A Circular Externa 012 do Ministério da Saúde da Colômbia, de 3 de abril de 2025, mantém dispensados do certificado os viajantes que chegam do Brasil, de qualquer nacionalidade. A Circular Externa 045, de 30 de dezembro de 2025, ratificou essa norma por inteiro (as duas lidas em 1º de outubro de 2026).
A Embaixada do Brasil em Bogotá confirmou com a imigração do aeroporto El Dorado que o certificado não é mais pedido na chegada (página atualizada em 26 de dezembro de 2025, lida em 1º de outubro de 2026). O risco está no embarque, ainda no Brasil:
- A Embaixada relata passageiros impedidos de embarcar por companhias aéreas em aeroportos brasileiros e recomenda portar o certificado;
- A central de ajuda da LATAM (lida em 1º de outubro de 2026) ainda informa que quem passou pelo Brasil e viaja para a Colômbia deve apresentar o certificado no check-in;
- A lista da Anvisa (atualizada em dezembro de 2022) e a página do CDC americano sobre a Colômbia (atualizada em 9 de julho de 2025), lidas em 1º de outubro de 2026, ainda apontam a exigência, embora a regra de entrada seja definida pelo próprio país.
Por isso, se o voo tiver escala na Colômbia, tome a vacina pelo menos 10 dias antes da data do embarque e leve o CIVP. Confirme também a exigência com a companhia aérea, informando que a viagem segue para os Estados Unidos.
Como emitir o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP)
Para obter o CIVP, siga os passos abaixo:
1º passo: tome a vacina da febre amarela
Você pode receber a vacina gratuitamente em um posto de saúde do SUS ou procurar clínicas privadas credenciadas.
Atenção: o CIVP só é emitido para vacinas padrão (não fracionadas).
2º passo: solicite a emissão do CIVP eletrônico
A solicitação é feita por meio do site gov.br.
Será necessário informar:
- Seus dados pessoais;
- Data e lote da vacina;
- Anexar o comprovante da vacinação.
Pelo gov.br, a emissão pode levar até 5 dias úteis, então solicite com antecedência. Antes de pedir, quem se vacinou a partir de 2023 procura o certificado no Meu SUS Digital, onde ele sai na hora quando o registro da vacina está apto: o passo a passo completo está no guia do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP).
3º passo: imprima e assine o seu certificado
Após a emissão, imprima o CIVP em folha A4, branca ou reciclada, e assine à mão no espaço indicado, igual à assinatura do documento de identidade que consta no certificado e que você vai levar na viagem, segundo as perguntas frequentes da Anvisa sobre o CIVP (lidas em 14 de outubro de 2026). Leve o papel e guarde a versão digital no celular só como reserva.
O certificado deve ser apresentado na imigração do país em que a vacina é exigida. Se você também for contratar seguro viagem, veja antes o que diz o guia do seguro viagem para os Estados Unidos.
Informações importantes
- A vacina só é válida após 10 dias da aplicação.
- Para o CIVP, basta uma dose padrão da vacina.
- O CIVP tem validade vitalícia, desde que corretamente preenchido. Os certificados emitidos até 11 de julho de 2016 com validade de 10 anos passaram a valer pela vida toda automaticamente, sem necessidade de tirar outro.
- Nenhum país pode exigir revacinação ou dose de reforço contra a febre amarela como condição de entrada, qualquer que seja a data do certificado, segundo a lista de países da Organização Mundial da Saúde (edição de 2022, lida em 14 de outubro de 2026). Mesmo assim, é importante verificar os requisitos do país de escala ou destino antes da viagem, junto com os demais itens da preparação para a primeira viagem aos Estados Unidos.
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Perguntas frequentes
Preciso tomar vacina de febre amarela para viajar para os Estados Unidos?
Não, se o voo for direto para os Estados Unidos ou tiver escala no Panamá. Os Estados Unidos não exigem o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela (CIVP), segundo a lista de países da Organização Mundial da Saúde (edição de 2022, lida em 30 de setembro de 2026). O Panamá também não exige o certificado de quem vem do Brasil, segundo comunicado da Autoridade de Turismo do Panamá de 30 de junho de 2025, que divulgou medida do Ministério da Saúde panamenho (relido em 1º de outubro de 2026); a ferramenta de requisitos de viagem da Copa Airlines, consultada em 1º de outubro de 2026, também não lista o CIVP para o brasileiro que entra no Panamá ou faz conexão no aeroporto de Tocumen; com escala na Colômbia, a regra colombiana também dispensa quem vem do Brasil, mas companhias aéreas ainda podem pedir o CIVP no embarque, então leve o certificado; confira sempre os requisitos do país de escala, do destino e da companhia aérea antes de viajar.
Meu voo para os EUA tem escala na Colômbia, preciso do certificado de vacinação?
Pela regra colombiana, não: a Circular Externa 012 do Ministério da Saúde da Colômbia, de 3 de abril de 2025, mantém dispensado do certificado internacional de vacinação contra a febre amarela (CIVP) quem chega do Brasil, e a Circular Externa 045, de 30 de dezembro de 2025, ratificou essa norma (lidas em 1º de outubro de 2026). Na prática, porém, leve o CIVP: a LATAM ainda informa que pede o certificado no check-in de quem passou pelo Brasil e viaja para a Colômbia, e a Embaixada do Brasil em Bogotá relata passageiros barrados no embarque por companhias aéreas em aeroportos brasileiros. A vacina precisa ter sido aplicada pelo menos 10 dias antes da data do embarque.
Se eu não sair do aeroporto na conexão, ainda preciso do CIVP?
Pelas regras oficiais do Panamá e da Colômbia, não: nenhum dos dois exige o CIVP de quem vem do Brasil, saindo ou não do aeroporto. No Panamá, a ferramenta de requisitos de viagem da Copa Airlines (consultada em 1º de outubro de 2026) também não pede o certificado na conexão. Na escala na Colômbia, porém, leve o certificado, porque companhias aéreas ainda podem pedi-lo no check-in no Brasil; a vacina precisa ter sido aplicada pelo menos 10 dias antes do embarque.
Com quantos dias de antecedência preciso tomar a vacina da febre amarela?
A vacina contra a febre amarela só é válida 10 dias após a aplicação, então ela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Considere também o prazo de emissão do certificado, que pode levar até 5 dias úteis. Somando os dois, o ideal é resolver isso com bastante antecedência.
Onde posso tomar a vacina da febre amarela?
A vacina é gratuita nos postos de saúde do SUS; em clínicas privadas credenciadas, ela é paga. Um detalhe importante: o CIVP só é emitido para a vacina em dose padrão, ou seja, a dose fracionada não serve para o certificado.
Como tirar o certificado internacional de vacinação (CIVP)?
Depois de tomar a vacina, quem se vacinou a partir de 2023 procura primeiro o certificado no Meu SUS Digital, onde ele sai na hora e de graça quando o registro da vacina está apto; nos demais casos, ou se ele não aparecer, a solicitação é feita pelo site gov.br, informando seus dados pessoais, a data e o lote da vacina e anexando o comprovante de vacinação. Com o certificado emitido, imprima em folha A4 e assine à mão no espaço indicado, igual à assinatura do documento de identidade que consta nele; leve o papel e guarde a versão digital no celular só como reserva.
Quanto tempo demora para sair o CIVP?
Pelo Meu SUS Digital, o certificado sai na hora quando o registro da vacina está apto; pelo gov.br, a análise da Anvisa pode levar até 5 dias úteis. Por isso, faça a solicitação com antecedência e não deixe para os últimos dias antes da viagem.
A vacina e o certificado de febre amarela vencem?
O CIVP de febre amarela não vence: ele passa a valer 10 dias depois da vacinação e vale pela vida toda, desde que esteja corretamente preenchido, e para o certificado basta uma dose padrão da vacina. Nenhum país pode exigir revacinação ou dose de reforço como condição de entrada, e os certificados antigos, emitidos com validade de 10 anos, passaram a valer pela vida toda automaticamente, sem troca.








